O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou nessa segunda-feira sua renúncia do cargo. Antes, porém, dissolveu todo o seu gabinete.
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Em um pronunciamento para a televisão local, Diab justificou as atitudes afirmando que a tragédia da última semana, no porto de Beirute, foi resultado de uma “corrupção endêmica.”
“Entre nós e as mudanças há um muro muito grande protegido por uma classe que luta com meios não muito corretos e domina a sociedade desse país. O sucesso desse gabinete era a mudança. Por isso anuncio a demissão te todo o gabinete. Que Deus abençoe o Líbano”, afirmou Diab.
Tragédia no Líbano deixou mortos e feridos
Segundo o agora ex-primeiro-ministro do Líbano, as “vozes críticas” contra sua gestão aumentaram após a tragédia que deixou 160 mortos, 5.000 feridos e 300 mil desabrigados no país.
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Diab afirmou ter renunciado para “caminhar ao lado do povo”, e disparou:
“A maioria vive em outro mundo, não se importa com o que aconteceu. Só quer tirar vantagem política. Eles têm que ter vergonha deles mesmo. Só Deus sabe quantas tragédias ainda estão encobertas pela corrupção deles”.
O ex-primeiro-ministro disse ainda que seu gabinete fez tudo para tentar ajudar, mas que muitos “tentaram jogar a responsabilidade pela tragédia em cima deles”.
“Não temos interesses pessoais e tudo o que mais desejávamos era reconstruir esse país”, finalizou.






