Os investidores reagem à nova intervenção na Petrobras, e a inflação segue acima de 12% em 12 meses. Estas são algumas das manchetes que permeiam o noticiário desta quarta-feira (25).
De acordo com o Valor Econômico, em relação à Petrobras, a ação ordinária da estatal fechou a R$ 34,40, com queda de 2,85%, enquanto a ação preferencial situou-se nem R$ 31,60, recuo de 2,92% sobre a véspera.
Em se tratando da inflação, o jornalão elencou que em 12 meses a variação passou de 12,03% em abril para 12,2% em maio, muito acima da meta de 3,5%. Quase três quartos dos itens tiveram alta. Os bens industriais subiram 1,62% e os combustíveis, obsessão de Jair Bolsonaro, avançaram 2,05%.
Também traz que a inadimplência pesa mais para bancos médios. Instituições tendem a ver uma deterioração mais acentuada na qualidade dos seus ativos em cenários macroeconômicos mais adversos, como o atual.
Já O Globo destaca que nomeação de presidente da Petrobras corre risco de disputa na Justiça. Alegação seria que falta de qualificação do indicado ao cargo, Caio Paes de Andrade, fere a Lei das Estatais.
O periódico elenca, ainda, que ação policial na Vila Cruzeiro deixa 22 mortos. Trata-se de uma comunidade dominada pelo tráfico e localizada na zona norte da capital dos cariocas.
Também traz que Tebet tem apoio de 22 diretórios do MDB. Conforme o jornal, João Doria renunciou à sua candidatura e livrou-se da pressão para melhorar seus índices nas pesquisas de intenção de voto. A pressão dirige-se agora a Simone Tebet.
O Estadão, por sua vez, informa que o estatuto da Petrobras pode ser alterado para segurar preços. Ações da estatal caem após demissão do 3º presidente sob Bolsonaro.
O diário elenca, ainda, que ação do Bope e de policiais federais deixa 22 mortos na Vila Cruzeiro (RJ).
Também traz que mulheres no topo das 87 empresas listadas no Ibovespa não chegam a 4%. Dois é o número de mulheres que lideram as principais empresas de capital aberto do País. Três são as mulheres que comandam conselhos de administração dessas companhias. Os números correspondem a, respectivamente, 2,3% e 3,4% das posições de comando das 87 empresas que fazem parte do Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira.
A Folha de S.Paulo destaca que operação policial na zona norte do Rio deixa 22 mortos. Ação na Vila Cruzeiro é a 3ª mais letal; Promotoria apura se direitos foram violados.
O jornalão da Barão de Limeira elenca, ainda, que após troca na Petrobras, governo quer travar reajuste.
Também traz que Moro vira réu em ação do PT por prejuízos ao país.
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Internacional
Conforme noticiado mais cedo pelo Euqueroinvestir.com, os Futuros de Nova York operam sem direção definida nesta manhã de quarta-feira (25) com o Fórum Econômico Mundial entrando no quarto dia. O evento iniciou no último domingo e prossegue até amanhã (26).
Levantamento da PwC sobre expectativas e receios de trabalhadores, envolvendo automação e troca de emprego, apresentado no Fórum, mostra que três em cada dez trabalhadores – no Brasil e no mundo – dizem temer ser substituídos pela tecnologia nos próximos três anos.
Os dados também foram antecipados pelo Valor Econômico e informam que, em 2019, 50% dos trabalhadores tinham esse tipo de temor. A pesquisa ouviu 52 mil pessoas em 44 territórios.
Em relação ao mercado de capitais, o investidor ainda está atento ao Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA), que procura o número mágico para esfriar um mercado imobiliário em brasa.
Manchete do The Wall Street Journal destaca que o banco central deve decidir sobre uma taxa de juros que irá limitar o crescimento altíssimo dos preços sem desencadear uma dolorosa desaceleração econômica. As vendas de casas estão mostrando os primeiros sinais de arrefecimento.
O Bank of America (BofA), por sua vez, relata que a estagflação é um risco crescente, que pode gerar taxas de juro real mais baixas. Com esse panorama, o investidor também aguarda a ata do último Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, um órgão ligado ao Fed), que deve ser divulgada por volta das 15h de hoje e pode trazer mais volatilidade.
Outro ponto de inflexão diz respeito à inflação, visto que esta, atrelada a taxas crescentes, acabam freando o crescimento econômico global. As últimas pesquisas de negócios destacam a série de obstáculos que a economia mundial está enfrentando este ano, com algumas empresas começando a planejar uma desaceleração significativa ou uma recessão.
Em relação à Rússia, país que deflagrou uma invasão a vizinha Ucrânia três meses atrás, o Tesouro dos EUA impediu que investidores do país recebam pagamentos de dívidas russas. A medida para cortar a capacidade do país do Leste Europeu de fazer pagamentos de sua dívida soberana denominada em dólar provavelmente o colocará no caminho de inadimplência em suas dívidas externas.
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