Se o Irã cumprirá a ameaça de retaliar a ofensiva norte-americana que vitimou ao menos 9 pessoas ainda não se sabe, mas que o país do Oriente Médio tem um poderio militar capaz de fazer qualquer nação tremer na base, isso tem.
Segundo dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos divulgados pela BBC News, estima-se que 523 mil iranianos estejam servindo o país em alguma função militar.
O estudo aponta que ao menos 350 mil fazem parte do Exército regular e pelo menos 150 mil da Guarda Revolucionária iraniana, considerado um “exército paralelo”, que serve apenas às ordens do aiatolá, comandante máximo do Irã.
Há mais de 20 mil oficiais em serviço nas forças navais, também subordinadas ao Exército, e que fazem operações de patrulha no Estreito de Ormuz.
Operações no Exterior
Reportagem veiculada neste sábado (4) pela BBC revelou também que a Força Quds, que era liderada pelo general Soleimani, morto no ataque dos Estados Unidos, conduz operações secretas no Exterior para a Guarda Revolucionária.
Essa outra força iraniana teria à sua disposição cerca de 5 mil soldados, com unidades enviadas à Síria e ao Iraque.
Na visão dos Estados Unidos, no entanto, a Força Quds tem um papel mais amplo. Os norte-americanos acreditam que ela atue fornecendo financiamento, treinamento, armas e equipamentos para organizações que Washington designou como grupos terroristas no Oriente Médio.






