Café
Home
Notícias
Inadimplência cai mas Brasil ainda registra 61 milhões de negativados

Inadimplência cai mas Brasil ainda registra 61 milhões de negativados

Inadimplência cai mas Brasil ainda registra 61 milhões de negativados. No ano foi registrado queda de 0,2% no número de inadimplentes.

Conforme dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a inadimplência no Brasil recuou em 2019. 

No ano foi registrado queda de 0,2% no número de inadimplentes. Apesar de parecer pequena, na verdade a redução da inadimplência foi significativa quando comparada a 2018, que registrou alta de 4,4%.

Sendo assim, contribuiu para isso fatores como: melhora gradual do cenário econômico, além de campanhas nacionais de renegociação de dívidas. 

A liberação dos recursos do FGTS também contribuiu para ajudar os brasileiros a colocarem suas contas em dia.

“A expectativa é de que a inadimplência siga em queda pelos próximos meses, mas a passos lentos. A aceleração desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o bolso do consumidor: emprego e renda. Mesmo com a inadimplência caindo aos poucos, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia, tanto é que há um estoque elevado de pessoas com contas sem pagar”, disse o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Publicidade
Publicidade

Apesar do recuo no número de devedores, a estimativa é que aproximadamente 61 milhões de brasileiros tenham iniciado 2020 com dívidas em atraso.

Inadimplência por região

O Norte figura como a região com maior número de inadimplentes em termos proporcionais, com 47,2% dos residentes adultos negativados.

Na sequência aparece o Centro-Oeste, com 42,4% de inadimplentes, seguido pelo Nordeste, com 40,2% 

O Sudeste assume a quarta posição no ranking dos inadimplentes, com 37,4% de pessoas com contas em atraso. Por fim, o Sul fica em último colocado, com 35,5% de inadimplentes.

Inadimplência por faixa etária

A pesquisa mostra ainda que a inadimplência tem mostrado comportamentos diferentes no que se refere a faixa etária. 

Isso porque, ao mesmo tempo em que caiu o número de devedores mais jovens, observou-se também um aumento no número de idosos negativados. 

Dessa forma, considerando a população de 18 a 24 anos, houve queda de 21% na quantidade de devedores. Entre aqueles na faixa de 25 a 29 anos, o recuo foi de 11,2%. Já para os que têm entre 30 a 39 anos, caiu 3,2%).

Por outro lado, considerando as pessoas de 50 a 64 anos, houve uma alta de 1,8% na inadimplência, enquanto entre os idosos de 65 a 84 anos, a alta foi de 3,7%.

“A permanência maior dos idosos no mercado de trabalho e, portanto, mais ativos no mercado de consumo, assim como a renda menor este estágio da vida, são fatores relevantes que impulsionam a inadimplência neste público. Há ainda o hábito que alguns idosos possuem de emprestar o nome a terceiros, geralmente familiares, principalmente diante da facilidade de acesso ao crédito consignado. Com o desemprego alto, em muitas famílias o idoso que recebe a aposentadoria é a única fonte de renda”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.