A Iguá Saneamento (IGSN3), companhia que atua em cinco estados brasileiros em regime de concessão e PPPs, registrou no segundo trimestre de 2021 um lucro líquido de R$ 28,6 milhões, número 439,4% maior do que os R$ 23,3 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
A alta acompanha, em parte, a melhora da receita operacional líquida, que cresceu 47,2% na mesma base, chegando a R$ 242,2 milhões.
Destaque para o avanço da receita com construções, que saiu de R$ 38,5 milhões para R$ 115,9 milhões. “Importante ressaltar que a receita de construção reflete a aplicação de norma IFRIC12 (ICPC 01-R1) com impacto maior no resultado das parcerias público privadas”, explicou a companhia no documento publicado nesta sexta-feira (13).
Com serviços de água e esgoto, o faturamento também avançou, mas menos, com alta de, respectivamente, 4,7% e 11,5%.
Leia aqui o balanço na íntegra.
Iguá Saneamento: Principais números do 2TRI21
Lucro líquido
- 2TRI21: R$ 28,6 milhões
- 2TRI20: R$ 5,3 milhões
Receita líquida
- 2TRI21: R$ 242,2 milhões
- 2TRI20: R$ 164,5 milhões
Ebitda ajustado
- 2TRI21: R$ 70,5 milhões
- 2TRI20: R$ 67,6 milhões
Retomada e mais economias também impulsionam
Em Cuiabá, uma das concessões mais importantes que a Iguá Saneamento tem sob sua tutela, o crescimento da receita foi de 10,9%, explicado, segundo a empresa, principalmente pela retomada da economia. Em Paranaguá, outra concessão de destaque, além da reabertura econômica o resultado foi impulsionado também por um crescimento das economias ativas.
Os custos e despesas ficaram em R$ 213,7 milhões, alta de 68,76% na comparação com o segundo trimestre de 2020, impulsionados, principalmente, pelos gastos com construção. “É reflexo da retomada dos investimentos executados no trimestre”, diz a companhia. Houve também considerável crescimento com gastos com pessoal, de 11,08%, fruto de uma reestruturação interna.
Margem Ebitda recua
Com aumento da receita seguido de crescimento dos custos, o Ebitda ajustado avançou nominalmente 4,2% na comparação anual, chegando a R$ 70,5 milhões. A margem Ebitda, entretanto, regrediu de 33,6% no segundo trimestre de 2020 para 20,1% no deste ano.
A queda da margem Ebitda foi levemente minimizada pela melhora do resultado financeiro, que foi negativo em R$ 11,4 milhões, ante R$ 21,6 milhões no segundo trimestre de 2020.
Essa queda dos gastos se deu, principalmente, pela redução do endividamento – a Igúa Saneamento fechou junho com dívida líquida de R$ 857 milhões, ante R$ 1,3 bilhão no 2TRI20.