O IGP-M, da FGV, conhecido como inflação do aluguel, variou 0,78% em julho, contra 0,60% no mês anterior. A projeção do mercado era por leitura maior, de 0,9%.
Com o resultado, o índice acumula alta de 15,98% no ano e de 33,83% em 12 meses. Comparativamente, em julho de 2020, o índice havia subido 2,23% e acumulava alta de 9,27% em 12 meses.
Efeitos sazonais, exportações e a alta acumulada nos preços das rações explicam a aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com destaque para minério de ferro (que passou de -3,04% para 2,70%), adubos ou fertilizantes (5,70% para 14,28%) e leite in natura (6,20% para 5,74%). Os preços ao consumidor (IPC) foram pressionados pela energia, com a tarifa elétrica avançando 5,87% e o GLP 4,05%.
O IGP-M é formado, além do IPA e do IPC, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente.
Variação do IGP-M e seus componentes em 12 meses

Reprodução/FGV
IGP-M: IPA
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,71% em julho, ante 0,42% em junho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,08% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,45% para 1,36%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,13% em julho, ante 1,95% no mês anterior.
A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,78% em junho para 1,15% em julho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de 1,71% para 0,11%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,27% em julho, contra 2,03% em junho.
O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 0,09% em julho, após cair 1,28% em junho. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-3,04% para 2,70%), suínos (-13,50% para 5,69%) e mandioca/aipim (-6,01% para 3,57%). Em sentido oposto, destacam-se os itens cana-de-açúcar (7,73% para 1,36%), café em grão (8,15% para 0,04%) e soja em grão (-4,71% para -5,92%).
IGP-M: IPC
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,83% em julho, ante 0,57% em junho. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação.
A principal contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (-0,69% para 2,16%).
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,10% para 1,66%), Alimentação (0,31% para 0,59%) e Comunicação (-0,03% para 0,00%).
Em contrapartida, os grupos Transportes (1,43% para 0,73%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,07% para -0,07%), Despesas Diversas (0,29% para 0,06%) e Vestuário (0,40% para 0,26%) registraram decréscimo.
INCC
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,24% em julho, ante 2,30% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram recua. Materiais e Equipamentos, de 1,75% para 1,52%. Serviços, de 1,19% para 0,65%. E Mão de Obra, de 2,98% para 1,12%.






