O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pela FGV, subiu 3,24% em maio, ante 1,58% de abril. A leitura ficou acima da mediana das projeções, que era de 2,72%.
Com esse resultado, o índice acumula alta de 12,70% no ano e de 35,91% em 12 meses. Em maio de 2020, o índice variara 0,07% no mês e acumulava elevação de 6,07% em 12 meses.
André Braz, coordenador da pesquisa, explica que a alta se deve ao aumento de preços das commodities.
O IGP-10 é formado por três outros indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente.
IGP-10: alta das commodities impacta indicador
O IPA subiu 4,20% em maio. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 1,79%. O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -0,30% em abril para 7,66% em maio. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: minério de ferro (-5,16% para 12,92%), cana-de-açúcar (2,49% para 14,87%) e milho em grão (6,40% para 11,73%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35%, ante 0,87% de abril. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (3,19% para -0,22%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 9,02% para -1,03%. Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Despesas Diversas (0,38% para 0,17%), Vestuário (0,12% para 0,09%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,60% para -0,66%). Alimentação (0,05% para 0,46%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,78% para 1,13%), Comunicação (0,23% para 0,66%) e Habitação (0,63% para 0,67%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.
O INCC variou 1,02% em maio, ante 1,24% de abril. Materiais e Equipamentos foram de 2,76% para 2,20%. Serviços, de 0,55% para 0,94%. E Mão de Obra, de 0,11% para 0,04%.






