O recuo foi de 6% na demanda mundial de energia em 2020, por conta, é claro, da crise provocada pela pandemia chinesa.
Esse tombo no consumo – sete vezes superior ao registrada na crise de 2009 – é apontado pela empresa de contabilidade e auditoria PwC, com base em dados da Agência Internacional de Energia (IEA), como o pior nos últimos 70 anos.
Recessão global
Outro estudo, intitulado Futuro da Indústria de Óleo & Gás, estima que os investimentos em energia vão cair 20% este ano, puxados para baixo pela recessão global, a reboque da pandemia e o isolamento social imposto pelas autoridades sanitárias.
Outra sequela da crise decorrente da pandemia, destaca a PwC, é a ‘desestabilização’ de todos os níveis do setor de energia – do suprimento à produção de combustíveis.
Período de transição
Na avaliação de especialistas da PwC, o mundo enfrenta hoje um ‘período de transição energética’, que poderá ser superado com a recuperação econômica dos países.
Em consequência, a PwC projeta um período de estagnação econômica, que deve durar até 2022, com reversão esperada somente a partir de 2023 ou de 2025, quando o crescimento poderá retornar.
Conversão lenta
Uma conversão lenta para energias limpas. É o que observa o sócio da PwC Brasil, Jaime Andrade, para quem a substituição do petróleo e do gás por fontes alternativas só se concretizará em décadas, com maior avanço, dependendo da região.
A escassez de oferta deve contribuir para elevar o preço do petróleo nos próximos três ou quatro anos, abrindo novo ciclo de expansão entre 2024 e 2030.
Patamar distante
Nessa batida, igualmente a demanda global de petróleo poderá levar até quatro anos para voltar ao patamar de 100 milhões de barris, assim como que o valor do Petróleo West Texas Intermediate (WTI)* atinja US$ 53,98 em janeiro de 2024.
(*) Petróleo bruto do Texas, cujo valor serve de referência para fixação do preço do petróleo no mercado norte-americano.
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