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Ibovespa opera em queda, refletindo resultados da inflação

Ibovespa opera em queda, refletindo resultados da inflação

Apesar da alta nos mercados de NY, o dólar em queda e o avanço das cotações de commodities, as notícias sobre a inflação fortalecem a queda do Ibovespa.

O Ibovespa opera em queda de 0,46%, aos 119.653 pontos, perto das 13h29, nesta quarta-feira (25).

O Ibovespa abriu o dia e se manteve em queda. Apesar da alta nos mercados de Nova York e o dólar em queda, assim como o avanço das cotações de commodities, as notícias sobre a inflação acima do esperado ficam no radar do mercado brasileiro.

O que mais mexe no Ibovespa

O dado mais relevante do dia é o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, que acelerou de 0,72% em julho para 0,89% em agosto. O impacto maior veio da alta da energia elétrica, seguida por transportes, com aumento de combustíveis, e por alimentos.

O resultado veio acima da projeção de 0,82% do mercado e é o maior para o mês desde 2002. No ano, o indicador acumula alta de 5,81% e nos últimos 12 meses, de 9,30%. 

Ainda sobre inflação, o Ipea divulgou ontem (24) a revisão da projeção para a inflação neste ano, a 7,1%. Anteriormente, a previsão era de 5,9%, bem acima do teto da meta do Banco Central (5,25%).

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Hoje também saiu a nota do Banco Central com o resultado das Contas Externas e do Investimento Direto Estrangeiro de julho. O déficit em conta corrente é de US$ 1,6 bilhão, ante déficit de US$ 0,6 bilhão em julho de 2020. A projeção era de déficit de US$ 300 milhões. 

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 6,1 bilhões em julho, ante US$ 5,2 bilhões do mesmo mês do ano passado. A expectativa era por US$ 4,5 bilhões.

Ainda em indicadores, a confiança do consumidor caiu 0,4 ponto em agosto ante julho, ficando em 81,8 pontos.

E o IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo, variou 1,40% na terceira leitura de agosto, ante 1,35% da anterior. 

Em Brasília, bastou uma fala do presidente da Câmara, Arthur Lira, garantindo que não houve e não haverá por parte do Congresso rompimento com a responsabilidade fiscal e que o Auxílio Brasil está precificado “dentro do teto” para garantir uma virada na bolsa ontem. Campos Neto, presidente do Banco Central, chamou a atenção para o fato em evento ontem, pedindo que o investidor olhe para “além os ruídos”.

O Senado também aprovou a recondução de Augusto Aras como Procurador Geral da República. A reforma do imposto de renda ficou novamente para depois.

Hoje será retomado no STF o julgamento de recurso sobre a independência do Banco Central.

Exterior

Ainda repercute a aprovação definitiva da vacina da Pfizer nos EUA e uma redução no ritmo de novos casos da variante delta do coronavírus.

Mas o tema principal no exterior é mesmo o evento anual do banco central americano, que poderá trazer pistas de quando o Federal Reserve (Fed) dará início à retirada de estímulos. A aposta é que os US$ 120 bilhões mensais sofrerão reduções lentas a partir de novembro, mas sem compromisso com aumento da taxa de juros.

Ibovespa: ações

As ações da Suzano (SUZB3) são destaque na sessão desta terça no Ibovespa. Por volta das 13h29, os papéis da companhia saltam 3,10%.

A segunda maior alta é da Braskem (BRKM5), que sobe 2,91%.

A terceira empresa com a maior alta da bolsa é a CVC (CVCB3). Esta tem crescimento de 2,50%.

Em seguida, entre as altas, vem Klabin (KLBN11), com variação positiva de 2,38%. Por fim, surge Embraer (EMBR3), que tem alta de 1,50%.

Dólar

O dólar tem queda de 0,09%, a R$ 5,2415, por volta das 13h27.

A moeda chegou a oscilar entre estabilidade e leve alta na sessão do dia, mas passou a operar em queda com a perspectiva de juros mais altos no Brasil e comentários apaziguadores de autoridades sobre a situação fiscal doméstica.