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IBGE prevê colheita recorde de 252 milhões no ano, mas falta de feijão em 2021

IBGE prevê colheita recorde de 252 milhões no ano, mas falta de feijão em 2021

O IBGE divulgou nesta quinta os dados mais recentes sobre a produção agrícola do País e confirmou que a safra será recorde, 4,4% maior do que a anterior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a colheita prevista é de 252 milhões de toneladas, o que gera a expectativa de um recorde ainda maior para 2021, chegando a 256,8 milhões de toneladas no total.

Até o momento, os principais destaques da safra são a soja (7,1% acima da última safra), o arroz (7,8%) e o milho (0,4%, sendo 2,3% na primeira colheita e – 0,3% na segunda).

IBGE vê arroz e feijão “ameaçados”

A alta da safra e o possível novo recorde para 2021, no entanto, não garantem que o País produzirá arroz e feijão suficientes para abastecer a mesa da população.

Segundo o relatório recente do IBGE, no ano que vem haverá queda nas produções da segunda safra do milho (-2,4%), do arroz (-1,8%), do algodão herbáceo em caroço (-13,6%), do feijão 1ª safra (-0,3%), do feijão 2ª safra (-7,0%) e do feijão 3ª safra (-5,4%).

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Essa redução significa que o País poderá ter que importar alguns produtos, principalmente feijão.

“O Brasil consome cerca de três milhões de toneladas de feijão e o prognóstico estima a produção em 2,8 milhões de toneladas, o que quer dizer que o País poderá precisar importar um pouco de feijão, a menos que essa produção aumente em 2021”, comentou o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

De acordo com o especialista, o arroz também está “ameaçado” de entrar na lista de produtos agrícolas que precisarão ser importados, mas o cenário pode se alterar de acordo com as mudanças de cenário.

“Para o arroz, a gente espera uma produção de 10,9 milhões de toneladas. Isso é um aumento de 0,6% em relação ao primeiro prognóstico. Contudo, é um declínio de 1,8% em relação a 2020. Essa quantidade de arroz atende ao consumo interno e provavelmente não haverá necessidade de importação de arroz”, explicou.

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