Após suspender em outubro do ano passado os planos de uma oferta inicial de ações (IPO), a varejista Havan pediu nesta quarta-feira (12), segundo o site G1, o registro de companhia aberta, retomando os planos com as ações.
O empresário Luciano Hang planejava vender uma fatia da icônica cadeia de lojas que têm na fachada réplicas da Estátua da Liberdade, e buscar recursos para financiar aberturas de centros de distribuição e novas lojas, além de investimentos em tecnologia e reforço no capital de giro.
Desistência em 2020
Hang desistiu de levar adiante a operação, porque investidores não aceitaram avaliar a companhia em cerca de R$ 100 bilhões, como pretendia o empresário.
Na mesma época, oito empresas nacionais desistiram de entrar na B3.
A ideia na primeira tentativa, segundo reportagem publicada no site da revista Poder, era vender 10% da Havan no mercado de ações.
A operação poderia render à Havan um valor de mercado de até R$ 50 bilhões.
Já em março deste ano a varejista sinalizou a retomada de IPO.
Segundo o Estadão, as instituições financeiras contratadas para estruturar a oferta já estavam engajadas e a companhia tem o objetivo de buscar um valor de mercado de ao menos R$ 70 bilhões agora.
Mais cauteloso
Desta vez, porém, o pedido de registro de companhia aberta não veio imediatamente acompanhado de uma solicitação para realizar uma oferta de ações, o que indica que a Havan preferiu esperar o melhor momento do mercado para a operação.
Em 30 de junho de 2020, o capital social da Havan era de R$ 300 milhões.
Estima-se que o patrimônio de Hang gire em torno de R$ 18,5 bilhões. A oferta na bolsa pode torná-lo um dos cinco mais ricos do país. Hoje ele é o 13º nessa lista.






