Paulo Guedes foi o convidado de honra de um evento promovido pelo IDP sobre reforma administrativa e explanou, em números, a importância da aprovação.
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Segundo o Ministro da Economia a economia para os cofres públicos será de R$ 300 bilhões em dez anos com a implementação do texto.
“É um número importante”, simplificou o ministro, que acredita em ver a aprovação da matéria no Congresso ainda em 2020.
Paulo Guedes admitiu que o presidente Jair Bolsonaro teve influência na decisão de não mexer nos direitos já adquiridos pelos servidores públicos, e indicou que a segunda fase da reforma envolverá o envio de vários projetos, tocando em temas como consolidação de cargos, funções e gratificações, além de gestão de desempenho e diretrizes de carreira.
“Eu hoje estou dormindo mais tranquilo porque agora tem eixo político o governo, tem uns cinco, seis políticos lá sentados e o presidente conversando com eles numa base regular. Agora tem liderança, tem base de governo, tem tudo direitinho”, elogiou.
“Não preciso mais andar desesperado pelo Planalto, correndo de um lugar para o outro, pedindo pelo amor de Deus e às vezes sendo mal entendido”, complementou.
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Guedes prevê retração menor do PIB em 2020
Outro assunto que torneou a presença do Ministro da Economia no evento virtual foi a projeção para o PIB do Brasil em 2020.
Na visão de Paulo Guedes, a retração da economia, apesar dos estragos causados pelo coronavírus, será menor do que a esperada – entre 4% e 5%.
De acordo com o ministro, os dados mais recentes apontam para a retomada da atividade econômica e, consequentemente, para um avanço dos números.
A projeção oficial do Ministério da Economia é de uma retração do PIB de 4,7% em 2020, mas o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou na semana passada que “o pior já passou” e que os números serão revisados ainda em setembro.
O mais recente boletim Focus indicou números menos otimistas, para o PIB com uma queda de 5,31% contra recuo de 5,28% estimado uma semana antes.
Relação com o Congresso e privatizações
O ministro Paulo Guedes assegurou que a relação entre o Governo e o Congresso não está abalada e que os desalinhamentos, em especial com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, “são naturais”.
Guedes afirmou, rapidamente, que o deputado estaria conversando com prefeitos e governadores sobre um fundo social de R$ 480 bilhões, mas que esse dinheiro “sumiu, não existe mais”.
Qualquer outra intriga envolvendo o presidente da Câmara e o governo federal é, nas palavras de Paulo Guedes, “obra de fofoqueiros”.





