A criação de empregos formais no melhor nível para meses de agosto desde 2011 representa um sinal de que a economia brasileira está “voltando para os trilhos” depois da pior fase da pandemia de Covid-19, disse hoje (30) o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Ele participou de surpresa da entrevista coletiva para explicar o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, que registrou a abertura de 249.388 postos com carteira assinada.
As informações são da Agência Brasil.
Recuperação econômica
Para o ministro, o fato de todos os setores da economia terem gerado empregos no mês passado mostra que a recuperação econômica está se disseminando.
“Estamos anunciando a maior geração de emprego [para meses de agosto] desde agosto de 2010”, comemorou.
Dessa forma, Guedes reafirmou previsões apresentadas nos últimos meses pelo governo que indicavam que o Brasil se sairia melhor que outros países no pós-pandemia.
“Havíamos dito que esperávamos recuperação em ‘V’. É isso que está acontecendo”, acrescentou. “Dissemos que íamos surpreender o mundo.”
O ministro deu um exemplo: o resultado da indústria que, nos últimos dois meses, tem puxado a criação de empregos.
“Vamos reindustrializar o Brasil”, afirmou. “Estamos voltando para os trilhos.”
Programa de redução de jornada e de salários
Na avaliação de Guedes, o programa de redução de jornada e de salários e de suspensão de contratos de trabalho foi fundamental para preservar o emprego no país durante a pandemia.
Segundo ele, o programa foi estendido até o fim de outubro por causa dos bons resultados.
Em troca da redução de salário ou da suspensão do contrato de trabalho, o empregado recebe o Benefício Emergencial (BEm), equivalente a uma parcela do seguro-desemprego a que teria direito se fosse demitido.
Ao fim do acordo, a empresa é proibida de demitir o trabalhador por igual período a que ele recebeu o benefício.
Suspensão de contratos
Durante a entrevista coletiva, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, confirmou que o governo pode prorrogar o BEm por dois meses adicionais, até o fim do ano.
“Se há uma demanda, não há porque não fazer a prorrogação. É um programa bem feito, que evita demissão, traz renda ao trabalhador, garante o emprego”, disse.
Inicialmente, o programa de suspensão de contratos duraria dois meses, e a suspensão de jornada valeria por até três meses.
Em julho, o presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto ampliando a validade dos acordos para 120 dias, período máximo atualmente em vigor.
No fim de agosto, o programa foi estendido novamente, para 180 dias.
*Com Agência Brasil






