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Governo sugere cancelamento de eventos por conta do coronavírus

Governo sugere cancelamento de eventos por conta do coronavírus

O governo brasileiro recomendou, nesta sexta-feira, que eventos com grande concentração de pessoas sejam cancelados como forma de prevenção ao coronavírus.

Segundo a Agência Brasil, a determinação é para que todo tipo de espetáculo ou cerimônia que se encaixe nesse perfil, sejam eles científicos, artísticos, comerciais ou governamentais, não ocorram nesse período.

A sugestão do governo vem de encontro ao que algumas federações esportivas vêm fazendo. Jogos dos campeonatos estaduais em São Paulo e no Rio de Janeiro serão disputados com portões fechados neste fim de semana, ou seja, sem a presença de público.

Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, esclareceu que os organizadores de eventos que por ventura não possam ser cancelados devem entrar em contato com autoridades da área para cumprir os requisitos previstos na legislação.

“Não há regra única. Cada local deve avaliar com as autoridades. Não temos o Brasil inteiro na mesma situação. O que não impede que tenhamos que adotar alguma medida geral em algum momento”, afirmou, à Agência Brasil.

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Demais medidas

A Agência Brasil reproduziu outras medidas anunciadas pelo ministério aos gestores estaduais e locais.

Essas medidas englobam desde mudanças nos fluxos urbanos às rotinas de trabalho, assim como o calendário escolar e às formas de lidar com casos suspeitos.

Vamos a elas:

Locais com casos importados (pessoas que contraíram o coronavírus em viagens)

– Reforçar as orientações individuais de prevenção de forma mais ampliada, com escolas, indústrias, empresas e comércio, colocando informação em sites e divulgando-as para seu público.

– Se uma pessoa ficar doente, deve permanecer em casa. A orientação mais detalhada pode ser dada pela equipe da unidade básica de saúde ou médico de referência.

– As unidades de saúde devem agilizar os mecanismos de triagem para que pessoas com sintomas respiratórios permaneçam menos tempo em salas de espera. O objetivo é que os pacientes com sintomas não exponham outras pessoas.

– As unidades devem promover também o uso adequado e racional de equipamentos de proteção individual. A máscara, por exemplo, é indicada aos doentes, contatos domiciliares e profissionais de saúde.

– Equipes de vigilância devem organizar o monitoramento dos contatos próximos e domiciliares.

– Os gestores de saúde devem garantir a notificação ampliada das definições de caso de forma atualizada.

– Em localidades apenas com casos suspeitos, as autoridades de saúde devem repassar orientações às unidades de saúde, sem necessidade de medidas drásticas.

– As autoridades de saúde devem planejar formas de ampliação das equipes e como utilizar a força de trabalho de estagiários, estudantes e aposentados. No momento de maior pico da doença, o Ministério da Saúde acredita que pode ser necessária a convocação dessas pessoas.

– A comunicação acerca do novo coronavírus e das formas de prevenção deve ser iniciativa de todos, e não apenas do ministério ou das secretarias estaduais e municipais. Escolas e locais de trabalho podem atuar disseminando essas informações.

– Pessoas que estiverem voltando de locais com grande transmissão devem fazer autoisolamento por sete dias, evitando grandes movimentações em locais com aglomeração de pessoas.

– Os médicos devem receber a orientação de fazer prescrições de remédios com validade mais prolongada aos pacientes que fazem uso de medicamento contínuo, para evitar que a pessoa tenha de se deslocar à unidade de saúde no período do outono e inverno somente para atualizar receita.

– Cruzeiros turísticos devem ser adiados durante todo o período em que durar a emergência de saúde pública.

– Serviços públicos e privados (como shoppings e comércios) devem assegurar disponibilidade para que pessoas possam lavar as mãos, usar álcool gel e toalha de papel. De acordo com o ministério, o ventilador para secar as mãos é complemento, mas não resolve sozinho.

– Em caso de mortes em razão do novo coronavírus, o ministério recomenda que ocorra processo acelerado de emissão do atestado de óbito, além de cuidado nas funerárias e velório sem aglomeração de pessoas.

Cidades com transmissão local do coronavírus

– Idosos e pacientes crônicos devem evitar viagens, cinema, shoppings, shows e outros locais com aglomeração.

– Pessoas com síndrome respiratória aguda grave devem ser encaminhadas aos serviços de urgência conforme plano de contingência.

– Serviços de saúde devem fazer uso de estratégia de triagem acelerada específica no contato com primeiro paciente.

Cidades com transmissão sustentada (em que se desconhece qual paciente originou a infecção com o coronavírus)

– Reduzir o deslocamento de trabalhadores. Cancelar viagens não essenciais e realizar trabalho em casa.

– Reduzir o fluxo urbano, estimular a adoção de horários alternativos para que trabalhadores não se encontrem todos ao mesmo tempo no horário de pico nos metrôs e rodoviárias. Adotar escalas diferenciadas.

– Estimular que trabalhos administrativos e similares ocorram em horários alternativos, bem como o uso do trabalho remoto (home office).

– Instituições de ensino podem antecipar as férias e usar ferramentas de ensino a distância.

– Municípios devem fazer o monitoramento de admissão e alta relacionadas a casos de Covid-19 em unidades de Tratamento Intensivas, fornecendo essas informações aos secretários de Saúde diariamente.

– A declaração de quarentena foi apontada como medida indesejada, mas constante do planejamento. Se a ocupação dos leitos de UTI atingir 80% em localidade com transmissão sustentada, deve-se avaliar a possibilidade de declaração de quarentena.

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