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Governo projeta arrecadar bilhões com ações que “nem sabia que tinha”

Governo projeta arrecadar bilhões com ações que “nem sabia que tinha”

Salim Mattar, secretário de Desestatização do Ministério da Economia, confirmou neste sábado (18), em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que o governo pretende arrecadar entre R$ 3 e R$ 4 bilhões com vendas de ações que “nem sabia que tinha”. As dificuldades em conseguir emplacar a privatização de estatais fizeram o governo voltar os […]

Salim Mattar, secretário de Desestatização do Ministério da Economia, confirmou neste sábado (18), em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que o governo pretende arrecadar entre R$ 3 e R$ 4 bilhões com vendas de ações que “nem sabia que tinha”.

As dificuldades em conseguir emplacar a privatização de estatais fizeram o governo voltar os olhos para 57 empresas em que tem participações minoritárias, mas que, juntas, podem render uma boa injeção nos cofres.

Entre elas estão bancos, como Santander e Itaú Unibanco, empresas de telefonia, como a Tim e a Vivo, além da fabricante de aviões Embraer.

Para incrementar o montante, o Ministério da Economia também venderá sua participação via FI-FGTS (fundo de investimento que usa parcela do FGTS para aplicar em infraestrutura) em 14 empresas.

“Estamos precisando de dinheiro e preferimos ter menos dívidas do que pagar juros. Vamos vender tudo”, avisou Salim Mattar.

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A ideia, de acordo com o secretário, é montar um lote e colocá-lo no PND (Programa Nacional de Desestatização) ainda no primeiro semestre de 2020. A maior dificuldade, projeta, é vender as participações em empresas de capital fechado, ou seja, sem ações na Bolsa.

Bancos públicos querem acelerar vendas de ativos

Uma outra notícia quente envolvendo instituições financeiras neste sábado revelou que os principais bancos públicos do País – Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES – devem terminar 2020 com a carteira de ativos bem mais enxuta.

A previsão, de acordo com reportagem do Estadão, é de vender R$ 60 bilhões somente no primeiro semestre, volume compatível com um terço das privatizações projetadas pelo governo para todo o ano, em torno de R$ 150 bilhões.

Salim Mattar divulgou nesta semana um balanço comparativo no qual informou que os três bancos negociaram, juntos, R$ 36,5 bilhões de ativos no ano passado, com a Caixa negociando, sozinha, R$ 15 bilhões em em participações diretas em empresas como Petrobras e BB.

A Caixa já declarou que não quer perder o ritmo e prometeu superar os números de 2019. Mesmo sem revelar a meta traçada, o presidente Pedro Guimarães afirmou que o foco é entregar um número “muito maior”no balanço final de 2020.

O BNDES segue o mesmo caminho e, de acordo com a reportagem, trabalha para reduzir ainda mais sua carteira de renda variável, de mais de R$ 100 bilhões.

Os primeiros passos foram dados no fim de 2019, com a venda da fatia da Marfrig  por aproximadamente R$ 2 bilhões.

Em fevereiro está prevista uma oferta de ações no Brasil e nos Estados Unidos para se desfazer de ações com direito a voto (ordinárias) na Petrobras, com projeção de ganho de R$ 23,5 bilhões.