O governo federal afirmou que, sem restrição de contatos, transmissão do coronavírus deve dobrar, segundo informações do portal de notícias UOL.
Isso traria como resultado o aumento dos casos confirmados: dos 98 registrados na sexta-feira (13), para mais de 200 mil infectados daqui um mês, no dia 15 de abril.
Com o objetivo de se evitar que isso aconteça, um documento elaborado na sexta (13) pelo Centro de Operações de Emergências do Ministério da Saúde traz para estados e municípios recomendações que visam minimizar o contágio da doença, como melhores formas de higiene das mãos e etiqueta respiratória.
O professor Eliseu Waldman, do departamento de Epidemiologia da USP (Universidade de São Paulo), é um dos que concordam com essas medidas:
“Se não houver nenhuma medida, o aumento de casos da doença será muito rápido. A diminuição dos contatos não impede que um número relativamente alto da população se infecte, mas o esforço é que esse processo de disseminação do vírus seja alongado e que assim se evite a pressão sobre os hospitais”, disse ele.
Assim, para que haja uma mudança no quadro de avanço da doença, na noite da última sexta-feira (13), a cidade de São Paulo anunciou que estão suspensas, até o próximo dia 23, as aulas das escolas da rede estadual de ensino, bem como eventos públicos com mais de 500 pessoas.
O governo do Rio de Janeiro não ficou atrás em suas recomendações e resolveu restringir o acesso de pessoas às suas praias, como forma de prevenção.
Situação atual é preocupante
A situação atual preocupa, pois, em duas semanas, o Brasil viu seus casos aumentarem rapidamente, passando de um caso confirmado para quase 100 – e a tendência é que esse número aumente ainda mais, dado o tempo de intervalo entre uma notificação e outra aos órgãos de saúde e a contabilização de fato feita pelo governo federal, visto que alguns pacientes assintomáticos não realizam testes para saberem se tem ou não a doença.
Pesquisadores de outros meios também preveem esse aumento, repetindo o que se vê em outras partes do mundo.
Prova disso é que, após realizar uma análise recente de 50 nações ao redor do mundo, o centro de pesquisa clínica do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, apresentou em seu estudo que a Covid-19 tem capacidade de se decuplicar (ter seus casos multiplicados por 10) a cada 7,2 dias.
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