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Governo do Rio vai determinar situação de emergência por causa do Covid-19

Governo do Rio vai determinar situação de emergência por causa do Covid-19

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou, nesta segunda (16), que vai decretar situação de emergência em decorrência do avanço do novo coronavírus no estado.

O decreto trará recomendações mais específicas em relação ao fechamento de estabelecimentos. O documento relaciona locais como creches, academias, clubes e shopping centers.

Segundo o governador, a medida também vai facilitar a contratação de hospitais e serviços profissionais para ajudar no enfrentamento do surto.

A decisão ocorre no mesmo dia em que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou que vai decretar estado de emergência em São Paulo por causa do Covid-19.

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Restrição em shoppings

No Rio, em relação aos shoppings, o governador adiantou que somente as praças de alimentação continuarão funcionando, e por apenas um turno, de acordo com reportagem da Agência Brasil,

Mesmo assim, haverá restrição de público, que ficará limitado a apenas um terço das mesas disponíveis nesses locais.

A mesma proporção vai valer para bares e restaurantes, que só poderão ocupar um terço de suas mesas. Os clientes serão orientados a comprar a comida para viagem e levá-la para casa.

Letalidade do Covid-19 pode aumentar, diz governador

As medidas ampliam as recomendações da semana passada, que incluíam o esvaziamento das praias.

Os cariocas e turistas, no entanto, desrespeitaram a orientação das autoridades e lotaram a orla da cidade, que também teve uma passeata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, na Praia de Copacabana.

Na manhã de hoje, a Defesa Civil atuou nas praias da capital, pedindo que os banhistas deixassem o local.

Witzel foi enfático ao pedir a colaboração da população e disse que o Rio de Janeiro pode viver o mesmo drama que a Itália, onde a letalidade do coronavírus já supera 7% dos casos, com quase 2 mil mortos.

“Não desafie a doença. Faço um apelo aos empresários. Se nada for feito, em três semanas, teremos mais de 24 mil pessoas contaminadas”, disse Witzel.

O governador declarou que isso pode gerar mais de mil casos graves, em um cenário em que os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) serão apenas 300. O número de leitos poderia chegar a 600 com a reativação de dois hospitais, medida que deve ser divulgada em breve, segundo ele.

Alto-falantes avisarão população para ficar em casa

O governador disse que a Polícia Militar usará alto-falantes nas viaturas para pedir que as pessoas permaneçam em suas casas.

Segundo ele, o movimento nos transportes públicos caiu 25% com as recomendações feitas na semana passada, o que ainda não é suficiente para que o crescimento do número de casos se dê de forma menos acelerada.

“Vamos avaliar o resultado amanhã, que certamente apresentará uma redução significativa”, disse o governador, que evitou falar em possíveis punições para quem desrespeitar as recomendações.

Ajuda do governo federal

Witzel também pediu ajuda ao governo federal e disse que os governadores estão discutindo um pedido de liberação de ao menos R$ 50 bilhões à União.

“Não há como suportar a crise econômica de arrecadação dos estados sem que a União venha socorrer. É a única que tem recursos”, disse.

Os governadores também vão pedir ao governo federal mais recursos para a saúde, além dos R$ 5 bilhões que já teriam sido destinados aos estados.

Segundo Witzel, os R$ 36 milhões reservados até então para o estado do Rio de Janeiro são “muito pouco”.

“Estamos estimando um custo [do enfrentamento da epidemia] da ordem de R$ 1 bilhão. R$ 36 milhões nem dá para começar a pensar”.

Fundo emergencial

O governador afirmou que está em estudo a proposta de criação de um fundo emergencial, que terá como fontes recursos de outros fundos, reservas cambiais ou recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O governo do estado também está avaliando demandas de postergação de recolhimento de impostos para as empresas fluminenses, mas a medida esbarraria no Regime de Recuperação Fiscal pelo qual passa o estado.

“Assim como estou sendo demandado, não sou o dono do cofre”, disse, destacando depender das medidas que serão pleiteadas pelos governadores junto ao governo federal. “Quem tem o sistema financeiro na mão é a União”.

*Com Agência Brasil

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