Mercados futuros de Nova York em alta nesta sexta, repercutindo informações positivas sobre novos acordos comerciais. Ao longo do dia, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) e do Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) deve mexer com os índices.
Na quinta, 19, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, afirmou que “não há dúvidas” de que a fase um do acordo entre Estados Unidos e China será assinado já no início de janeiro.
A Câmara dos Representantes (deputados) também aprovou ontem o novo acordo comercial norte-americano (USMCA, sigla em inglês) com México e Canadá, que é um passo importante para modificações no Nafta.
A aprovação na casa, que tem maioria democrata, é uma vitória significativa para Donald Trump, que classifica o Nafta como “o pior acordo da história”.
O acordo agora segue para o Senado, onde deve ser aprovado pela maioria republicana. O líder republicano, Mitch McConnell, disse que o texto terá de esperar até 2020, quando terminar o julgamento político de Trump, esperado para janeiro.
Às 6h15, Nasdaq marcava alta de +0,67%. S&P, +0,45%. E Dow Jones, +0,49%.
Na quinta, os três índices tiveram sessões que renovaram suas máximas históricas.
Impeachment é ignorado pelo mercado
O impeachment do presidente Donald Trump, aprovado na Câmara dos Deputados na quarta, 18, não teve efeito sobre as bolsas. Muito possivelmente porque o resultado na Câmara, de maioria Democrata, já era esperado. No Senado, de maioria republicana, também já é dado como certo o resultado negativo ao impeachment.
Europa
Na Europa, as boas-novas entre EUA e China também parecem ser comemoradas. FTSE marcava +0,19% às 5h30; Stoxx 600, + 0,34%; Dax, +0,41%; e CAC, + 0,31%.
Para hoje, Andrew Bailey deve nomeado o novo governador do Banco da Inglaterra, substituindo Mark Carney, segundo o Financial Times. E Reino Unido divulga seu PIB.
Ásia
Já na Ásia, a sexta fechou mista. Nikkei a -0,20%; Shangai a -0,40%; Hong Kong a +0,25%; e Coréia, +0,35%.
Para especialistas ouvidos pela CNBC, a aprovação do novo acordo comercial norte-americano pelos deputados não foi bem-recebida pelos asiáticos, especialmente os japoneses. Isso porque o novo acordo incluiu uma cláusula que exige que 75% das autopeças utilizadas nas fabricação de veículos venham da América do Norte, acima dos 62,5% anteriores exigidos pelo Nafta.
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