Os fundos de investimento aumentaram suas participações na aquisição de ações no acumulado deste ano, de acordo com Boletim divulgado pela ANBIMA.
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Até maio de 2020 foram emitidos R$ 31,6 bilhões em ações (IPOs e follow-ons), sendo que 50,5% foram subscritos por fundos nacionais, um aumento de 6,2 pontos percentuais na comparação com igual período de 2019.
Enquanto isso, os investidores estrangeiros reduziram suas participações de 51,9% entre janeiro e maio de 2019 para 27,7% no mesmo período de 2020.
“O apetite dos investidores locais tem crescido para as ofertas de ações, o que é importante para o desenvolvimento do mercado. Com os juros baixos, tanto os fundos quanto as pessoas físicas estão buscando opções para rentabilizarem suas carteiras”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.
A participação dos investidores finais também cresceu neste ano: de janeiro a maio, as pessoas físicas ficaram com 16,1% do volume de ações emitido, contra 0,8% no mesmo período do ano passado.
O mês passado contou com o primeiro IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) após o início da crise derivada da pandemia do novo coronavírus.
A oferta da Estapar captou aproximadamente R$ 345 milhões. Neste ano, os IPOs captaram R$ 4,3 bilhões ante R$ 772 milhões no mesmo intervalo do ano passado.
Renda fixa
Já na renda fixa, as debêntures continuam na liderança das operações em 2020. Em maio, as emissões de debêntures somaram R$ 6,3 bilhões.
Em 2020, o montante atinge R$ 38,8 bilhões, cifra abaixo dos R$ 69,7 bilhões dos 5 primeiros meses de 2019.
As notas promissórias atingiram R$ 1,4 bilhão em maio. Em 2020, foram emitidas R$ 17,4 bilhões de notas promissórias.
No acumulado de operações concluídas até maio no mercado de capitais, o volume chega a R$ 126,1 bilhões. A cifra representa aumento de 6,7% sobre janeiro a maio do ano passado, quando foram atingidos R$ 118,2 bilhões.
Até o fim de maio, 55 ofertas, incluindo debêntures, CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório), ações e fundos imobiliários estão em andamento, em análise pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou pelo convênio entre a ANBIMA e a autarquia, podendo chegar a R$ 12,1 bilhões.
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