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Fundos imobiliários e ações caem em agosto, enquanto bitcoin se destaca

Fundos imobiliários e ações caem em agosto, enquanto bitcoin se destaca

O mês de agosto foi uma espécie de “virada de mesa” entre os participantes do mercado. Leia nosso artigo e acompanhe o desempenho!

O mercado financeiro está em constantes mudanças sempre. Prova disso é o desempenho dos mercados apresentados no mês de agosto. Em poucos meses, a “mesa” parece ter virado e o bom desempenho mostrado pelos mercados de renda variável não se repetem no mês que passou.

Já a renda fixa que vinha sendo tão penalizada pelos baixos níveis da taxa Selic, agora se mostram com melhores rendimentos. Com o intuito de frear o avanço da inflação, o Governo Federal elevou mais uma vez a taxa de juros e isso já era esperado pelo mercado. Como consequência, a renda fixa acaba apresentando maior valorização, já que seu rendimento é atrelado aos níveis da taxa Selic.

Correndo por fora vemos a principal moeda virtual com forte valorização. Após severas perdas, o Bitcoin e seus derivados acumularam forte alta em agosto. Somado ao desempenho de julho, a valorização já chega a mais de 35%.

Acompanhe o artigo para conhecer os principais destaques do mês de agosto. Confira!

Ranking de agosto (até 30/08)

  • Bitcoin: 18,53%
  • Fundos DI: entre 0,42% e 0,52%
  • Fundos de Renda Fixa: entre 0,34% e 0,44%
  • Poupança: 0,24%
  • Dólar: -0,40%
  • Euro: -0,95%
  • Ibovespa: -1,69%, aos 119.739 pontos
  • Ouro: -1,97%
  • IFIX: -2,93%, aos 2.741 pontos

Investimentos do ranking

Selic

Novamente a taxa Selic apresentou alta com o anúncio de seu novo patamar. Com a fixação de seu valor em 5,25% ao ano em 05 de agosto, o índice contribui para a elevação dos rendimentos do mercado de renda fixa. A alta já era esperada, pois o Governo Federal tenta conter o avanço da inflação que já se encontra em muito fora da meta central. Outro reflexo dessa decisão incide sobre os financiamentos imobiliários e no custo do crédito ao consumidor, que consideram a Selic em seus cálculos-base.

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IPCA

Em agosto o IPCA bateu um record (negativo, infelizmente). A alta foi de 0,89%, bem acima do mesmo mês de 2020 quando o índice fechou em 0,23%. Isso mostra o quanto a inflação é preocupante no atual momento e requer medidas urgentes por parte do Governo Federal. Além disso, o aumento também se deu sob o mês passado de julho, indicando uma alta contínua. Para se ter ideia do problema, desde o ano de 2002 não se tinha um acumulado tão grande do IPCA no mês de agosto, quando a alta foi de 1,00%.

Ibovespa

A bolsa brasileira parece estar perdendo a força de alta que vinha apresentando anteriormente. Depois de vários meses de forte alta, o mês de agosto foi de perdas. Até o dia 30/08, o principal índice da bolsa, o IBOV, fechou abaixo dos 120 mil pontos. Um ponto bastante relevante foi a mínima do mês, alcançada no dia 18 e com patamar na casa dos 116 mil pontos. Analistas sugerem atenção ao presente momento, em grande parte por conta da alta do dólar e pela expectativa de elevação dos juros no país norte-americano.

Fundos DI

Entre as aplicações em renda fixa, os fundos DI tiveram especial destaque no mês de agosto, com uma elevada rentabilidade. Sua alta está diretamente relacionada com o aumento da taxa Selic, da qual o mercado espera novas elevações ainda. Assim, a expectativa é que esse rendimento continue em curva ascendente. Se isso for concretizado os juros reais se tornarão positivos, pois devido à alta da inflação a rentabilidade real ainda está negativa.

Fundos de renda fixa

Um fato curioso chama atenção em relação às aplicações nos fundos de renda fixa: eles não tiveram grande elevação em sua rentabilidade quando comparados ao mês passado de julho, mesmo com a nova alta da taxa Selic. Diferentemente dos fundos DI, sua rentabilidade não acompanhou o índice tão de perto e muito desse fato pode ser explicado pela incidência da taxa de administração desse tipo de fundo. Sendo assim, dependendo do aplicação em questão a rentabilidade dessa classe de ativos ficou compreendida entre 0,34% e 0,44%.

Dólar

O dólar sofreu uma leve queda em agosto e caiu cerca de 0,40 pontos percentuais (até 30/08). No entanto tinha apresentado forte escalada até meados do mês e isso pode continuar, pois os fatos que pressionam seu valor para cima parecem estar longe de acabar.

Muito dessa elevação pode ser explicado pelo forte clima de tensão entre o poder executivo e o poder judiciário em Brasília. Declarações polêmicas e um pedido de impeachment de Ministros do STF por parte do Governo Federal acirraram os ânimos. Em contrapartida, prisões que não seguem o devido processo legal por parte do STF geram um clima de altíssima insegurança jurídica e tudo isso contribui para a alta da moeda americana.

Como se não bastasse, o atraso na agenda de reformas estruturais acabam por afastar os investidores internacionais. Com uma menor entrada de dólares no país, sua cotação também tende a se elevar. Já no cenário internacional, o evento conhecido como “tapering” também força a cotação para cima. Trata-se da retirada de incentivos econômicos nos quais a injeção de 120 bilhões de dólares por meio de bonds será retirada pelo governo americano. Tudo isso gera o cenário perfeito para uma possível escalada da moeda norte-americana.

Euro

A moeda do velho continente se consolidou em queda de quase 1,00% no mês de agosto (até 30/08). Analogamente ao dólar, o euro vem aumentando de valor continuamente desde o final do mês de junho. Nessa data, estava cotada a R$ 5,85, mas no terço final de agosto alcançou R$ 6,32. Isso mostra que o real está perdendo valor recentemente e que são necessárias medidas emergenciais por parte do Governo Federal, ainda que o mercado não tenha certeza de uma atuação mais forte para conter esse avanço crescente.

Ouro

O ouro apresentou uma expressiva queda até o dia 30/08, acumulando quase 2% de desvalorização. Essa queda pode ser entendida como um movimento de correção, pois no final do mês de maio sua cotação alcançou níveis records, tendo como base o histórico de preços dos últimos 8 anos. Desde então, a commoditie vem caindo, com leves movimentos de alta para posteriormente mergulhar novamente.

Fundos imobiliários

O mercado de fundos imobiliários ainda aguarda o avanço massivo da vacinação para se recuperar. O principal índice desse mercado, o IFIX, apresentou desvalorização de quase 3% até o dia 30/08. No entanto, muitos gestores veem essa baixa como injustificada, pois os setores que sofreram muito com a crise da pandemia já apresentam boa recuperação. É o caso dos escritórios empresariais e os shoppings centers. Estes últimos já mostram algumas unidades com records de vendas, mostrando que o setor se mostra forte e resiliente, mesmo frente aos graves acontecimentos recentes.

Bitcoin

Novamente o campeão do mês em termos de valorização foi a moeda virtual mais conhecida no mundo inteiro. Após subir forte no mês de julho, a alta se repetiu em agosto com uma valorização impressionante de mais de 18%. Somados os dois meses, jã são mais de 35% de ganhos. Essa é uma recuperação da forte queda vista no começo do ano e pode ser explicada em grande parte pelo fato do mercado enxergar boa oportunidade de compra, visto a forte depreciação ocorrida.