A Covid-19, doença causada pelo coronavírus, foi a principal responsável pelo esvaziamento no 1° turno das eleições municipais na França.
Segundo o jornal The Guardian, o pleito realizado no domingo registrou abstenção de 56%, a maior da história do país europeu.
As recomendações dos órgãos de saúde afastaram a presença dos eleitores das seções eleitorais, que fecharam suas portas às 16 horas (de Brasília).
A última grande abstenção em eleições municipais na França foi registrada em 2014, e ficou bem abaixo da atual, na casa dos 34%.
Coronavírus na França
Segundo o portal G1, o número de pessoas infectadas pela Covid-19 na França chegou a 5.400 e registrou 120 mortes.
O líder do partido de direita Os Republicanos, Christian Jacob, criticou o presidente Emmanuel Macron por cogitar o adiamento das eleições.
Jacob fez o teste para o coronavírus e o resultado foi positivo.
Primeiros resultados das eleições
O G1 divulgou os primeiros resultados das eleições municipais na França. Gérard Darmanin, ministro do Orçamento, foi reeleito em Tourcoing.
Édouard Philippe, primeiro-ministro, apareceu na primeira posição para a prefeitura de Havre e disputará o segundo turno contra o candidato do partido comunista, Jean-Paul Lecoq.
David Rachine, candidato de extrema-direita, foi reeleito em Fréjus, enquanto em Perpignan, o também direitista Louis Alliot conseguiu 35,2% dos votos contra 18,7% de Jean-Marc Pujol.
Os resultados na disputa para a Prefeitura de Paris ainda não foram divulgados. Os principais candidatos são: Anne Hidalgo, que busca a reeleição, a conservadora Rachida Dati, aliada do ex-presidente Nicolas Sarkozy, e a centrista Agnès Buzyn, ex-ministra da Saúde do presidente Emmanuel Macron.