A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quinta-feira (15) que acelerar a recuperação da recessão causada pelo coronavírus pode adicionar US$ 9 trilhões de dólares à renda global até 2025.
As informações são da Agência Brasil.
De acordo com Georgieva, isso depende de uma forte cooperação internacional, incluindo vacinas.
Cooperação mundial
Em entrevista coletiva após uma reunião do comitê diretor do FMI, a diretora pediu aos Estados Unidos e China que mantenham um forte estímulo econômico. Afinal, os países podem ajudar a impulsionar a recuperação global.
“Se conseguirmos progredir rapidamente em todos os lugares, poderemos acelerar a recuperação. E podemos adicionar quase US$ 9 trilhões à renda global até 2025”, disse.
Segundo a diretora, isso poderia ajudar a diminuir a diferença de renda entre as nações mais ricas e mais pobres.
Por fim, acrescentou que “precisamos de forte cooperação internacional. Isso é mais urgente hoje para o desenvolvimento e distribuição de vacinas”.
O acesso equitativo e econômico a tratamentos e vacinas para a Covid-19 em todo o mundo será a chave para evitar uma recuperação econômica que deixe “cicatrizes duradouras”, diz comunicado do Comitê de Aconselhamento.
Mais participantes
Conforme o comitê, a participação dos credores privados e bilaterais oficiais no alívio da dívida dos países pobres é essencial. Para Kristalina Georgieva, a participação do setor privado ainda é necessária e continua sendo uma questão pendente.
O G20 aprovou na quarta-feira (14) uma prorrogação de seis meses da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI).
O DSSI congela os pagamentos da dívida bilateral oficial, e disse que consideraria uma nova extensão de seis meses em abril.
No entanto, credores privados e os de fora do Clube de Paris não estão participando totalmente.
“Estamos decepcionados com a ausência de progresso na participação dos credores privados no DSSI”, disse o comitê.
“Os encorajamos fortemente a participar em termos comparáveis quando solicitados pelos países elegíveis”.
Ao mesmo tempo, estimulou “a plena participação dos credores bilaterais oficiais”.






