Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram esta semana, pela primeira vez durante a crise do coronavírus, abaixo de 1 milhão, o que é um bom indicador de retomada do mercado de trabalho no país.
Ficaram em 963 mil. A projeção do mercado era por 1,100 milhão de reivindicações. Na semana passada, o montante foi de 1,191 milhão, revisados de 1,186 milhão anunciados anteriormente.
O resultado confirma trajetória de queda, iniciada desde o recorde de 28 de março, quando as reivindicações chegaram a 6,86 milhões.
Até aqui, foram 20 semanas de pedidos acima de 1 milhão. Antes desta crise, o recorde nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.

Reprodução/BLS
Seguro-desemprego segue em discussão no Congresso
Democratas e republicanos ainda não chegaram a um acordo sobre o pacote de auxílio financeiro à população na pandemia.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Robert Kaplan, afirmou ontem (12) que estender o seguro-desemprego é “crítico” para o crescimento.
Mas a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse que eles ainda estão “há quilômetros de distância” de um consenso.
O benefício de US$ 600 semanais foi pago até o final do mês de julho. Mas sua renovação ainda é polêmica.
Na proposta dos republicanos, o auxílio prossegue até setembro, mas com redução de US$ 600 para US$ 200 semanais. Depois, o benefício viria por um novo sistema. Os beneficiários receberiam 70% de seus salários mensais anteriores, em parcelas semanais de até US$ 500. Os democratas querem que os US$ 600 por semana continuem inalterados até o final do ano.
Paralelamente, decretos do presidente Donald Trump já estipularam a extensão do auxílio desemprego até dezembro, mas no valor de US$ 400 semanais.
Payroll também confirma recuperação do mercado de trabalho
Na última sexta-feira, o payroll, folha de pagamentos não-agrícolas dos Estados Unidos, revelou a criação de 1,763 milhão de vagas de emprego em julho.
O número veio acima dos 1,5 milhão aguardados pelo mercado. Mas bem abaixo dos 4,791 milhões de junho.
A taxa de desemprego nos EUA caiu 0,9 ponto porcentual, indo de 11,1% para 10,2%. Apesar do recuo, a taxa é quase três vezes o nível registrado antes da pandemia.
O número de desempregados caiu 1,4 milhão na comparação com o mês anterior. Mas ainda são 16,3 milhões de americanos sem trabalho.
O salário médio pago por hora subiu 4,78%.
Segundo o relatório do Departamento de Trabalho, as novas vagas foram abertas principalmente em negócios ligados a lazer e hospitalidade, dois setores fortemente atingidos pela pandemia de coronavírus.






