Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
EUA: Déficit orçamentário atinge recorde de quase US$ 2 trilhões

EUA: Déficit orçamentário atinge recorde de quase US$ 2 trilhões

A pandemia do novo coronavírus segue causando estragos até mesmo nos países mais avançados na vacinação, como é o caso dos EUA

A pandemia do novo coronavírus segue causando estragos até mesmo nos países mais avançados na vacinação, como é o caso dos EUA.

Nesta quarta-feira (12), dados oficiais do Departamento do Tesouro do país mostraram que o déficit orçamentário se aproximou dos US$ 2 trilhões entre outubro do ano passado e abril de 2021.

De acordo com o relatório, isso indica que o governo seguiu gastando mais do que arrecadou nos primeiros sete meses do atual ano fiscal, totalizando US$ 1,9 trilhão.

No recorte relacionado aos últimos 12 meses, o déficit dos Estados Unidos alcançou uma somatória de US$ 2,7 trilhões, equivalente a 12,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Boa parte dos recursos foi gasta justamente para lidar com os impactos da pandemia da Covid-19, resultando em um avanço de 30% no comparativo ano a ano e em recorde absoluto na história dos EUA.

Publicidade
Publicidade

Principais gastos dos EUA

O relatório do Departamento do Tesouro apontou que boa parte do déficit orçamentário recorde foi por conta de outra marca histórica.

Os gastos avançaram para US$ 1,4 trilhão no período, 22% acima dos registrados no ano passado, principalmente com seguro-desemprego, assistência alimentar, e programas para aliviar os impactos da pandemia.

A receita tributária, por sua vez, cresceu 16% e somou US$ 2,1 trilhões, puxada pelas receitas maiores de pessoas e empresas, mais elevadas até agora, pois o Congresso adiou o prazo para o pagamento de impostos até julho.

Assim como ocorreu com os gastos, a receita tributária federal também atingiu recorde para o período do ano fiscal vigente.

Secretária do Tesouro prevê alta de juros

O relatório do Departamento do Tesouro corrobora com o que Janet Yellen, secretária que assumiu o cargo junto com o presidente Joe Biden, revelou na terça-feira da semana passada (4).

Na ocasião, ela previu que a alta de juros poderá ser necessária para “evitar que um sobreaquecimento da economia” aconteça no país.

“Mesmo que os gastos adicionais sejam relativamente pequenos para o tamanho da economia, isso poderia causar alguns aumentos muito modestos nas taxas de juros”, disse Yellen, que também é ex-presidente do Federal Reserve (Banco Central americano).

Juros baixos só no futuro dos EUA

Apesar da declaração pesada, Janet Yellen deixou claro que a possível mudança nas taxas de juros não é algo imediato.

Segundo ela, o Tesouro vem trabalhando para manter o déficit em um nível “gerenciável”, e pretende mantar as taxas zeradas, ou próximas de zero, “por um bom tempo”.

A secretária opinou também sobre o novo plano do presidente Joe Biden, de aumentar a alíquota de impostos corporativos, e foi direta.

“Taxas tributárias marginais têm menos influência sobre o crescimento do que muitos pensavam”, concluiu.