A Estácio Participações (YDUQ3), o segundo maior grupo de educação privada do Brasil, reportou um lucro líquido de R$ 684,4 milhões em 2019.
Segundo a empresa, o lucro avançou 6,1% sobre 2018.
Houve uma pequena queda no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que recuou 1,2% em 2019, sobre 2018, para R$ 1,14 bilhão.
Segundo a Estácio, a queda ocorreu porque a empresa ofereceu descontos maiores em bolsas como uma estratégia para manter alunos.
A receita operacional líquida também recuou, 1,5% sobre 2018, para R$ 3,54 bilhões.
A Estácio conseguiu reduzir as despesas gerais e administrativas em 4,3% no ano passado, para R$ 586 milhões.
Dividendos
A empresa informou que distribuirá dividendos de R$ 153,5 milhões aos acionistas, em data a ser definida na próxima Assembleia Geral Extraordinária.
Houve um aumento nos investimentos. A empresa informou que foram investidores R$ 366,4 milhões em 2019, uma expansão de 47,4% sobre 2018.
A Estácio expandiu os cursos de saúde e construiu novos laboratórios odontológicos. A empresa implantou um sistema de digitalização de documentos e renovou o sistema de ar-condicionado.
A empresa fechou 2019 com 309,5 mil alunos, uma leve queda de 1,6% sobre os 314 mil de 2018.
A Estácio informa que houve redução de 36,1% na base de alunos do Fies – estudantes que dependiam do crédito do governo e tiveram que deixar os cursos quando houve corte no programa de financiamento.
Caixa e dívidas
A Estácio terminou 2019 com R$ 615,1 milhões no caixa, o que representou uma soma 25,5% menor que no final de 2018.
Segundo a empresa, o governo federal atrasou repasse do Fies, e outro fator foi o pagamento de parte da aquisição da UniToledo.
Como fator positivo, a Estácio informou que reduziu sua dívida em 24,7% em comparação a 2018, para R$ 615 milhões.