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Epidemias já afetaram 3 bilhões de pessoas no mundo

Epidemias já afetaram 3 bilhões de pessoas no mundo

Mais de 3 bilhões de pessoas morreram no mundo, nos últimos 1.500 anos, em virtude de epidemias, segundo reportagem da Exame. Ao longo do tempo, novas doenças foram acometendo a saúde humana, por conta do surgimento de vírus e bactérias desconhecidos. Por isso, o dado de quase oito mil mortes em decorrência do coronavírus ainda é considerado baixo historicamente.

Conheça as maiores epidemias do planeta

Assim como ainda ocorre nos dias atuais, muitas doenças com alta taxa de mortalidade tiveram origem em animais infectados. Ao transportarem bactérias e vírus em pulgas ou partes do corpo, acabavam contaminando também os seres humanos. E como alguns desses micro-organismos eram mortais para as pessoas, desencadeavam em óbitos em massa.

Praga de Justiniano

Exatamente o que aconteceu em torno do ano 540, com a praga de Justiniano, como informa a Exame. De repente, diversos tripulantes de embarcações de comércio da região do Mar Negro, entre Europa e Turquia, começaram a falecer. Pois os navios ancoravam nos portos da Itália trazendo ratos infectados por pulgas que continham uma bactéria letal ao homem.

Inclusive, o nome da doença acabou sendo adotado como uma referência ao imperador romano daquele período. Os sintomas incluíam alteração das linfas em partes do corpo e até mesmo a necrose de pés e mãos. Além alastrar pela Europa, também se proliferou pela região norte da África e no Oriente Médio. Ao final, a praga de Justiniano levou mais de 30 milhões de pessoas à morte.

“As primeiras epidemias foram causadas por bactérias endêmicas em roedores, como acontece até hoje”, disse o professor de ciências biológicas na Northen Arizona University, Dave Wagner, à Exame. Wagner também é autor de publicações que tem como foco a análise das primeiras bactérias que devastaram multidões.

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“A diferença é que hoje existem os antibióticos. Como os vírus geralmente têm uma grande capacidade de mutação, são eles que mais nos afetam atualmente”, afirmou.

Peste Negra

Mais tarde, em 1346, as más condições de higiene e escassez de medicamentos contribuíram para a epidemia de peste negra. Após um conflito entre chineses e italianos na península da Crimeia, no mar Negro, os navios da Itália retornaram contaminados. Assim, espalhando a doença por toda a Europa, parte da África e Oriente Médio, graças às relações comerciais.

Tal como a covid-19, a peste negra surgiu a partir de uma nova cepa da mesma bactéria que provocou a praga de Justiniano. Considerando que a covid-19 é proveniente de uma mutação de vírus, enquanto a peste negra surgiu de bactéria.

Também causava necrose, deixando negras as partes do corpo, como pernas e braços, além de dores, febre e outras complicações. Porém, com o aumento populacional e a insalubridade, a epidemia contabilizou mais de 65 milhões de mortos.

Surtos e doenças

Devido à grande quantidade de novas doenças, os historiadores pararam de registrar as enfermidades no século 16. Após esse período, em especial na porção europeia, houve surtos de febre amarela, tifo, sarampo, hepatite e leptospirose. Em consequência, foram cerca de 3 milhões de mortes.

Gripe espanhola

Por fim, uma das maiores epidemias, a gripe espanhola eclodiu em 1918, ao fim da Primeira Guerra Mundial. De acordo com a Exame, essa foi a primeira versão do H1N1. As mortes ocorreram no mundo todo, somando mais de 75 milhões de óbitos.