Em texto publicado dias atrás, falei sobre como as grandes crises podem gerar excelentes oportunidades para se ganhar dinheiro. Lembro de ter citado a visão de Albert Einstein sobre momentos como este. E ele novamente nos ajudará a entender a atual crise dos combustíveis.
Entrar no “terreiro” político é algo que não gosto, mas seria impossível colocar meu ponto de vista a respeito da atual crise dos combustíveis, sem lembrar do que foi feito pelo governo anterior diante de situação muito semelhante. Chegaremos lá.
Alta agressiva
A premissa inicial a respeito da crise dos combustíveis: O Valor do barril de petróleo atingiu recentemente os US$ 75. Esta marca não era superada desde o final de 2014, tempos do governo Dilma. Em menos de um ano, o barril de petróleo acumula alta superior a 50%. Em parte, a explicação desta alta se explica pelas tensões políticas e econômicas causadas pelo boquirroto presidente americano Donald Trump. A lógica econômica indica que países e empresas mundo afora tenham receio de que no curto prazo haja menos petróleo disponível. Daí a volatilidade da commodity mais comercializada do mundo.
O que explica a volatilidade?
Ocorre que apesar de ser produzido em larga escala, a produção de petróleo é feita por um número pequeno de países, porém, consumida por todos. Logo, qualquer tensão política com um destes exportadores, tem efeito imediato no mercado. Atualmente temos dois exemplos muito claros: A interminável crise na Venezuela e a saída dos EUA do acordo nuclear firmado com o Irã, nos tempos de Barack Obama.Continuando…
Temos ainda o dólar, que já acumula alta de 11% em 2018. Quando somamos todas essas premissas, fica mais fácil entender o que está acontecendo nas bombas dos postos de combustíveis.Cereja do bolo
Para completar o quadro trágico, estamos a poucos meses de uma eleição presidencial e no Brasil, eleição e populismo andam tão colados, que deviam fazer parte daquela música do Claudinho & Buchecha. Em 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff, preocupada com a ameaça de não-reeleição, decidiu não repassar aos consumidores o aumento iminente do barril de petróleo e da energia elétrica. A razão é bastante óbvia: Aumentar preços às vésperas de uma eleição é suicídio eleitoral. Acontece que ao fazer isso, Dilma sangrou (ainda mais) os cofres de duas das maiores empresas do país: Petrobras e Eletrobras. O “canetaço“ da ex-presidente funcionou, mas apenas para ela. Como era de se esperar, ambas empresas acumularam prejuízos babilônicos nos meses que seguiram ao não repassar o aumento do barril de petróleo ao consumidor.Agora, Michel Temer resolve beber da mesma “água” ao bancar uma redução temporária no preço do diesel. E os motivos, como você já deve supor, são os mesmos: O populismo e as eleições. Se eu gosto de pagar quase R$4,00 no preço da gasolina? Evidente que não. Mas, às vezes, precisamos pensar fora da caixa e enfrentar o problema, ao invés de tentar varrê-lo para debaixo do tapete até outubro chegar. Mais uma vez, a irresponsabilidade do governo gerará um novo prejuízo aos nossos cofres, e a conta (como sempre) será paga pela sociedade. Tenha uma coisa em mente: O governo brasileiro não tem qualquer ingerência sobre a cotação do dólar ou do petróleo e não cabe a ele “maquiar” os preços artificialmente para atender os anseios da população. Portanto, antes de confirmar seu voto em outubro, lembre-se da frase atribuída a Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
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