A Eneva (ENEV3) registrou um lucro líquido de R$ 85,8 milhões no segundo trimestre de 2020, um crescimento de 4,4 vezes sobre o lucro do mesmo período de 2019.
Conforme a empresa, o resultado se deve basicamente à diferença de valores contabilizados como poços secos (R$ 0,5 milhão no 2T20 versus R$ 26,1 milhões no 2T19), em função da estratégia de iniciar a campanha exploratória a partir de junho de 2020, priorizando a perfuração de poços de desenvolvimento.
Houve também melhoria do resultado financeiro líquido em R$ 45,8 milhões, devido às menores despesas com encargos de dívida e com juros sobre debêntures.
Isso é reflexo da estratégia aplicada ao liability management da companhia, com contínuos esforços para redução de custos de dívida e alongamento de prazos.
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O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 64,8 milhões, uma redução de 41,4%.
De acordo com a Eneva, a melhoria foi decorrente principalmente da redução de R$ 38,0 milhões em despesas com encargos de dívida, suportada pelo pré-pagamento de dívidas mais onerosas através de emissões de debêntures em melhores condições, e pela quedanos principais indexadores que atualizam as dívidas.
As despesas somaram R$ 109 milhões, uma elevação de 9,4%.
Ebitda sobe 8,1%
O lucro antes de juro, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 280 milhões, uma elevação de 8,1%.
Já o Ebtida ajustado foi de R$ 279,2 milhões, uma redução de 2%.
Enquanto a margem Ebtida ajustado atingiu 53,8%, alta de 2,6 pontos percentuais.
A Eneva ressalta a resiliência da companhia mesmo mesmo em um cenário de crise.
A receita líquida atingiu R$ 518,7 milhões no período, uma queda de 6,7% em relação ao mesmo período de 2019.
Investimentos
A empresa investiu R$ 710,1 milhões no segundo trimestre de 2020, um aumento de 274,5%.
Os aportes foram destinados principalmente para à construção da UTE Parnaíba V e do projeto integrado Azulão-Jaguatirica,bem como 12% referente às inspeções HGP realizadas nas turbinas a gás das UTEs Parnaíba I e III e à preparação para a HGP da UTE Parnaíba II.
Dívida da Eneva
A dívida líquida encerrou o segundo trimestre em R$ 4,5 bilhões, alta de 15,6%.
A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida ajustado, ficou em 2,8 vezes no final do trimestre.
Dessa forma, alavancagem manteve-se praticamente estável.
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