O BTG Pactual (BPAC11) divulgou ontem (12) o relatório de análise de ações da Energisa (ENGI11), em que mantém a recomendação de compra dos papéis da companhia pelo preço-alvo de R$ 66,00.
Esta indicação é motivada pelos resultados sólidos da empresa do ramo de energia no primeiro trimestre de 2022, uma vez que ela obteve um Ebitda de R$ 1,775 bilhão, resultado 18% acima da projeção do banco.
Já o Ebitda ajustado, considerando as revisões para itens não correntes, obteve um crescimento de 51% ao ano, totalizando R$ 1,5 bilhão, em linha com a estimativa da instituição financeira.
O lucro líquido da companhia foi de R$ 558 milhões, também superior à previsão do BTG (R$ 456 mi), além de mostrar um aumento de 41% em comparação ao mesmo período de 2021.
O BTG aponta também que a avaliação de compra deve-se à negociação barata de Taxa Interna de Retorno (TIP), que é de 11,5%. Ademais, acrescenta que a Energisa “continua apresentando resultados acima do esperado, abrindo caminho para um forte processo de desalavancagem, ao mesmo tempo em que (embora em ritmo mais conservador) vem aplicando capital com retornos atrativos”.

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Energisa (ENGI11): bons resultados em todos os setores e novos empreendimentos
A Energisa registrou bons resultados em todos os segmentos da companhia. No setor de transmissão, o Ebitda alcançou R$ 35 milhões, próximo à expectativa do BTG (R$ 37 milhões).
Já em outros negócios da companhia, sobretudo trading, o Ebitda totalizou R$ 16 milhões, bem abaixo da projeção do BTG (R$ 80 milhões).
Sobre o desempenho por departamento, segundo o relatório, os custos operacionais cresceram 4% ao ano. Enquanto isso, os volumes consolidados avançaram 2,3% no período. Esse crescimento foi impulsionado pelos segmentos:
- residencial (+ 3,2%);
- industrial (+2,8%);
- comercial (+6,4%).
No entanto, a empresa teve resultado negativo em relação ao consumo rural, que recuou 5,9% ao ano, por conta da menor irrigação em decorrência das chuvas no trimestre.
Em relação ao setor de energia, as perdas caíram 22 bps no trimestre, com apenas as distribuidoras ERO (Rondônia) e EMT (Mato Grosso) operando acima do nível regulatório. Considerando as bases consolidadas, porém, os prejuízos do segmento estão 51 bps inferiores ao nível regulatório.
Vale frisar que os novos empreendimentos da Energisa estão se materializando. Conforme destaca o relatório do BTG, a “empresa segue expandindo para transmissão, geração distribuída – com potencial de adição de 115MWp – e lançou recentemente sua plataforma de transição energética (re)energisa”.
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