A Eletrobras (ELET6) informou que a 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) anulou parecer favorável à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), no processo movido pela Energia Potiguar Geradora Eólica contra a controlada da estatal.
A Chesf terá ainda de pagar indenização à Energia Potiguar por força dos prejuízos ocasionados pelo suposto atraso na entrega da linha de transmissão 230 kV Extremoz II –João Câmara II.
O processo está classificado com risco de perda possível, pelo valor estimado de R$ 512 milhões, em 31 de dezembro de 2020.
“A Chesf entende que possui diversas matérias pendentes de apreciação jurídica e irá apresentar os recursos cabíveis junto ao poder judiciário”, diz comunicado da Eletrobras.
Energisa (ENGI11): consumo de energia cresce 7,8%
A Energisa (ENGI11) reportou que o consumo total de energia cresceu 7,8% em abril na comparação anual.
Segundo a companhia, considerando o mercado não faturado, o crescimento no mês totaliza 12,2% e acumulado de 4 meses atinge 1,5%.
O principal fator para esse resultado foi a base baixa de comparação em abril de 2020, quando o consumo recuou 3,9% direcionado pelas restrições associadas à pandemia do Covid-19 naquele mês.
Quase todas as distribuidoras apresentaram crescimento expressivos no mês. Uma das exceções foi a EAC (Eletroacre), que registrou alta modesta de 0,5% no seu mercado (+5,6% considerando o mercado não-faturado), em razão da combinação dos efeitos das chuvas intensas, que afetaram o fornecimento da rede de energia. Além disso, abri de 2020 não apontou tantos efeitos do Covid — em função da tardia interiorização do vírus.
Já EMT apresentou queda de -1,3% no mês (+4,9% se considerar o mercado não-faturado), afetada pela adequação do faturamento às novas regras estabelecidas pela Aneel (REN 863 e 888), que postergou parte do faturamento para maio (59 GWh). Expurgando esse efeito, o consumo na EMT cresceria 6,6%.
Neste contexto, a dinâmica das classes de consumo foi semelhante. Todas avançaram frente ao mesmo mês do ano passado, em especial a industrial (+21,1%) e comercial (+9,5%), que haviam sofrido bastante com as restrições derivadas da pandemia em abril de 2020.
Outra classe que se destacou foi a residencial, que seguiu avançando (+5,0%) mesmo com a base alta de comparação em abril/2020 (+9,9%).








