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Eletrobras (ELET3) lucra 77% a menos no balanço do quarto trimestre

Eletrobras (ELET3) lucra 77% a menos no balanço do quarto trimestre

A Eletrobras (ELET3), maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, atuante no segmento de geração, transmissão e comercialização, reportou um lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no quarto trimestre de 2019, uma redução de 77% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No ano, o lucro líquido totalizou R$ 10,7 bilhões, o que representa uma redução de 20% sobre o lucro de 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) totalizou R$ 3,2 bilhões no trimestre. No ano, o Ebtida somou R$ 10,3 bilhões, queda de 46%.

No quarto trimestre, a margem Ebtida atingiu 44% no quarto trimestre, uma redução de 128 pontos percentuais. Já a margem Ebtida anual alcançou 37%, baixa de 36,7 p.p.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 1,3 bilhão no trimestre, revertendo o resultado positivo de R$ 731 milhões do mesmo período de 2018. Em 2019, o resultado financeiro foi uma despesa de R$ 2,1 bilhões, um aumento de 51% sobre as perdas do ano anterior.

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Operacional

A Eletrobras registou uma receita líquida de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre, aumento de 2,9%. No ano, a receita atingiu a cifra de R$ 27,7 bilhões, elevação de 7,8%.

Na base recorrente, a receita líquida no trimestre totalizou R$ 7,4 bilhões, alta de 7,5%. Em 2019, a receita líquida somou R$ 27,7 bilhões, um crescimento de 7,5%.

A companhia destacou o aumento da recita da Amazona GT após a desverticalização ocorrida em dezembro de 2018 e o início do fornecimento da Mauá 3.

No quarto trimestre o lucro bruto ficou em R$ 5,4 bilhões, uma redução de 3%. No ano, o lucro bruto totalizou R$ 20,9 bilhões, um aumento de 3,5%.

A margem bruta no último trimestre ficou em 72,6%, baixa de 7,4 p.p. A margem bruta anual atingiu 75,6%, queda de 2,9 pontos percentuais.

As despesas operacionais somaram R$ 3,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 34%. No ano, as despesas totalizaram R$ 8,4 bilhões, um declínio de 3% em relação ao ano anterior.

A companhia explica que o aumento é devido principalmente por gastos não recorrentes com PDC.

Dívida

A dívida líquida recorrente da Eletrobras encerrou 2019 em R$ 21 bilhões, um aumento de 5,3% em comparação com o final de 2018.

A alavancagem financeira, medida pela dívida líquida recorrente / Ebtida recorrente, ficou em 1,6 vez em 2019, recuando em comparação à posição do encerramento de 2018, que era 2,1 vez.

Investimentos

Os investimentos da Eletrobras totalizaram R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019, uma redução de 11,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No ano, a companhia investiu R$ 3,3 bilhões, cerca de 58% do orçado. Os aportes foram destinados principalmente para setor de Geração (61,6%) e transmissão (32,1%).

A companhia destaca os  investimento na usina nuclear de Angra III, na usina de Candiota, no parque eólico de Casa Nova, UHE Sinop; na SPE ESBR, responsável pela UHE Jirau e nos Complexos Eólicos Pindaí.

Plano de Negócio da Eletrobras

A companhia pretende investir cerca de R$ 32,4 bilhões em seu plano de negócios 2020-2024. O plano diretor de negócios e gestão (PDNG) foi aprovado ontem (27) pelo Conselho de Administração da estatal.

De acordo com a Eletrobras, a maior parte dos recursos será destinada ao setor de geração (65%), com destaque para R$ 13,9 bilhões referentes aos investimentos do projeto da Usina Nuclear de Angra 3.

No setor de transmissão, os aportes serão focados em sua maioria para manutenção, aproximadamente 95,4%.

Segundo o comunicado, a estatal reforça o compromisso de reduziras despesas operacionais e melhorar a elaboração, gestão e controle do orçamento. A economia estimada é de R$ 282 milhões em 2020, R$ 181 milhões em 2021 e R$ 31 milhões em 2022, totalizando R$ 494 milhões.

Além disso, a Eletrobras pretende maximizar a transformação do negócio por meio do uso de tecnologias e práticas inovadoras, tais como robotização de processos, análises preditivas da operação e manutenção de G&T, uso de tecnologias móveis e inteligência artificial.