A Eletrobras (ELET3) registrou um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 31% frente ao R$ 1,2 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.
A receita operacional líquida da companhia de energia elétrica chegou a R$ 8,2 bilhões entre abril e junho, crescimento de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2020. A receita bruta foi de R$ 9,8 bilhões, sendo R$ 5,83 bilhões provenientes do braço de geração e R$ 3,8 bilhões do de transmissão.
Eletrobras (ELET3): Principais números do balanço
Lucro líquido
- 2TRI21: R$ 1,6 bilhão
- 2TRI20: R$ 1,22 bilhão
Receita líquida
- 2TRI21: R$ 8,2 bilhões
- 2TRI20: R$ 7,6 bilhões
Ebitda recorrente
- 2TRI21: R$ 4,9 bilhões
- 2TRI20: R$ 3,8 bilhões
Transmissão é destaque em desempenho operacional
O braço de suprimento do segmento de geração teve o pior resultado do trimestre, com receita caindo 9%, chegando a R$ 3,6 bilhões, ante R$ 4 bilhões no mesmo período de 2020. Isso se deu, principalmente, com a queda do faturamento proveniente do ambiente de contratação livre em Furnas e na Eletronorte.
A queda nessa frente foi parcialmente compensada pela melhora da receita com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e com os ganhos com operações e manutenções, que subiram, respectivamente, 7% e 32%, para R$ 719 milhões e R$ 1,03 bilhão.
Já no âmbito da transmissão, as receitas avançaram 25% na base anual. Destaque para os ganhos com receitas contratuais, que avançaram 30%, chegando a R$ 2,3 bilhões, por conta do avanço da inflação e do acréscimo do saldo do ativo contratual em razão de ajustes realizados pela ANEEL.
Eletrobras derruba custos
Os custos e despesas operacionais da Eletrobras totalizaram R$ 4,1 bilhões, baixa de 5% na base anual, com os gastos com energia comprada para revenda e com construção caindo, respectivamente, 23% e 22%, para R$ 499 milhões e R$ 149 milhões. Nem mesmo a alta de 182% com provisões operacionais, que totalizaram R$ 1,1 bilhão – com foco em contingências de processos judicias (R$ 450 milhões), aumentaram os custos na base anual.
Os gastos com pessoal, material e serviços (PMSO) também recuaram de R$ 1,968 bilhão no segundo trimestre de 2020 para R$ 1,933 bilhão neste último período.
Com isso, o Ebitda da Eletrobras ficou em R$ 3,8 bilhões, alta de 11% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Ao levar em consideração o Ebitda recorrente, desconsiderando as contigências, o valor seria ainda maior, de R$ 4,9 bilhões, alta de 29,6%.
Companhia diminui encargos com dividas
O resultado financeiro recorrente da Eletrobras foi negativo em R$ 540 milhões, ante déficit de R$ 900 milhões no mesmo período de 2020, queda de 40%, com destaque para os menores encargos com dividas, que saíram de R$ 1,03 bilhão para R$ 493 milhões, com aumento dos prazos mas também com a diminuição da sua dívida líquida, que fechou junho em R$ 20,5 bilhões, ante R$ 21,04 bilhões no 2TRI20.