Home
Notícias
Small caps: educação a distância movimenta setores de educação e tecnologia

Small caps: educação a distância movimenta setores de educação e tecnologia

Entre as empresas de educação, estão controladoras de algumas das principais universidades do Brasil, como YDUQS, Cogna e outras

Empresas do setor de educação também têm presença assídua entre os small caps (SMLL), com a educação digital ganhando terreno a cada dia, principalmente após a pandemia do novo coronavírus. Ainda assim, as companhias apresentam diferentes desempenhos: algumas conseguiram manter-se com lucro, embora menores; outras amargam prejuízos.

Entre as empresas de educação, estão controladoras de algumas das principais universidades do Brasil. É o caso da YDUQS (YDUQ3), Cogna (COGN3), Ânima (ANIM3) e Ser Educacional (SEER3).

Na parte de tecnologia, há companhias como Locaweb (LWSA3), Linx (LINX3), Sinqia (SQIA3) e Positivo (POSI3).

Conheça as small caps de educação

YDUQS (YDUQ3)

Fundada em 1970, é a proprietária da Universidade Estácio de Sá e uma das principais em small caps. Além disso, é a dona de outros centros educacionais e faculdades do setor privado. Tem como atividade principal listada na bolsa como uma empresa que desenvolve principalmente nas áreas de educação de nível Superior, nas modalidades presencial e a distância, educação profissional e outras áreas associadas à educação.

A maior parte das ações – 75,23% dos papéis – estão nas mãos de investidores em bolsa de valões. A Rose Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia vem em seguida, com 10,78%. Depois surgem a Schroder Investment Management e a Vontobel Asset Management, com 6,31% e 5,15%, respectivamente. Ações de tesouraria respondem por mais 2,53%. No total, a YDUQS possui 300,4 milhões de ações em circulação.

Publicidade
Publicidade

Até setembro do ano passado, a empresa apresentou lucro líquido de R$ 200,8 milhões, ante R$ 588 milhões do ano anterior.

Cogna (COGN3)

A Cogna (COGN3) foi fundada em 1966, sob o nome de Kroton Educacional e é a 9ª maior empresa do setor no mundo. A companhia tem por objeto a participação, como sócia ou acionista, em sociedades que explorem a administração de atividades de educação.

A maioria das ações – 86,32% – estão negociadas em bolsa. A Alaska Investimentos é dona de mais 10,05% e a Blackrock Inc, possui mais 3,21%. Ações de tesouraria representam 0,42% do total. Estão no mercado, 1,8 bilhão de ações da empresa.

Nos primeiros nove meses de 2020, no entanto, a empresa amargou um prejuízo líquido de R$ 1,7 bilhão revertendo um lucro líquido de R$ 410,7 milhões, obtidos no ano anterior.

Ânima (ANIM3)

Entre as empresas do setor, a Ânima (ANIM3) é uma das mais recentes, sendo fundada em 2003. Tem como atividade principal a administração, direta ou indireta, de atividade de instituições de 3º E 4º graus e educação profissional.

A maior parte das ações, cuja fatia é de 54,93%, são negociadas em bolsa. As demais participações estão bastante distribuídas em pequenas fatias. Entre eles, o maior acionista é a Atmos Capital Gestão de Recursos, que possui 6,79% da empresa. A Dynamo Administração de Recursos e a Dynamo Internacional Gestão de Recursos possuem, respectivamente, 4,97% e 4,76% dos papéis. As demais são participações minoritárias, que variam de 0,30%, pertencente a Fabrício Ghinato Mainieri, para 1,28%, fatia cujo dono é Ignácio Dauden Martinez. No total, 288,4 milhões de ações estão em circulação no mercado.

Até setembro do ano passado, a companhia acumulou prejuízo líquido de R$ 7,5 milhões ante lucro de R$ 18,7 milhões do ano anterior.

Ser Educacional (SEER3)

A Ser Educacional (SEER3) possui várias universidades no Norte e Nordeste do país, onde tem presença predominante. Mas possui também instituições no Sudeste do país e no Sul. Por isso, está listada como empresa que desenvolve e administração negócios em educação.

O maior acionista é o fundador do grupo, o empresário José Janguiê Bezerra Diniz. Ele detém 57,36% dos papéis da empresa. Outra fatia de 37,54% é negociada a outros investidores e a Cape Ann Asset Management Limited possui os 5,10% restantes. Estão em circulação no mercado, 54,3 milhões de ações.

De janeiro a setembro do ano passado, a empresa obteve lucro líquido de R$ 43,5 milhões. No mesmo período do ano anterior, reportou lucro de R$ 138,9 milhões.

Conheça as small caps de tecnologia

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb (LWSA3) é uma small cap que provê tecnologia da Informação, programas e serviços ou apenas programas e serviços.

A maior parte das ações da empresa de tecnologia – fatia de 64,24% – está distribuída em ações em bolsa de valores. Os demais são acionistas individuais mas minoritários. Michel Gora, Ricardo Gora e Gilberto Mautner possuem, cada um deles, participações de 6,06%. O banco JP Morgan-Chase possui mais 4,50% e o Blackrock, 4,32%. Andrea Gora Cohen detém mais 2,69% dos papéis. Total de 427,6 milhões de papéis são negociados no mercado.

Até setembro do ano passado, a Locaweb registrou lucro líquido de R$ 10,7 milhões ante R$ 11,1 milhões do ano anterior.

Linx (LINX3)

Sendo uma empresa de tecnologia, a Linx (LINX3) também atua com tecnologia da informação/ programas e serviços ou somente programas e serviços.

No quadro societário da companhia, a maior parte dos papéis, representando 52,82% do total, estão nas mãos dos demais investidores em bolsa. A STNE Participações, possui 15,26%. Em seguida, surgem o banco Morgan Stanley, com 7,09%; a Absolute Gestão de Investimentos, com 5,12%; o empresário Nércio José Monteiro Fernandes, com 5,08%; Alberto Menache, com 4,24%; E Alon Dayan, com 3,15%. Ações de tesouraria respondem por 7,24% do total. No total, estão negociadas no mercado, 147,9 milhões de ações.

A empresa lucrou até setembro do ano passado, R$ 10,6 milhões, revertendo um prejuízo líquido de R$ 2,2 milhões do ano anterior.

Sinqia (SQIA3)

A Sinqia (SQIA3), sendo empresa de tecnologia, também atua com tecnologia da informação, programas e serviços informatizados.

A empresa tem negociadas em bolsa, 63,39% dos papéis. Os fundos geridos pela SFA Investimentos detêm 8,13%, enquanto os fundos geridos Pela Hix Investimentos, são donos de mais 8% dos papéis. Os empresários Antonio Luciano de Camargo Filho e Bernardo Francisco Pereira Gomes, possuem, respectivamente 7,72% e 7,55%. Ações de tesouraria possuem 0,19% do total. A empresa tem 58,7 milhões de ações negociadas no mercado.

Quanto ao resultado financeiro, a companhia obteve lucro líquido de R$ 4,9 milhões em todo o ano passado. Com isso, reverteu o prejuízo de R$ 4,5 milhões registrados em 2019.

Positivo (POSI3)

A Positivo (POSI3) é outra empresa de tecnologia e está presente na fabricação de produtos de hardware, principalmente. Tem linhas de telefones celulares que usam o software Android.

O quadro societário da companhia é bem pulverizado. Distribuídos a outros investidores no mercado, estão 55,44% dos papéis da empresa. O empresário Hélio Bruck Rotenberg, possui a maior fatia individual, com 9,46%, ele é seguido por Cixares Libero Vargas, que detém 8,76%. Completam o quadro de acionistas, Giem Raduy Guimarães e Lucas Raduy Guimarães, com 3,11%, cada um; Paulo Fernando Ferrari Lago, Thais Susana Ferrari Lago e Samuel Ferrari Lago, os três com 2,92%; Daniela Cesar Formighieri Rigolino, Rodrigo Cesar Formighieri e Isabela Cesar Formighieri, com 2,68%, cada um. Sofia Guimarães Von Ridder completa o quadro de acionistas, com 2,53%. Ações de tesouraria respondem por 0,77%. No total, existem 78,6 milhões de ações negociadas no mercado.

No ano passado, a Positivo registrou lucro líquido de R$ 195,8 milhões ante R$ 20,8 milhões do ano anterior.