O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (19), com queda de 1,70%, cotado a R$ 5,4659. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,5527 e a mínima de R$ 5,4588.
A moeda americana registrou forte baixa, refletindo a virada de humor dos mercados internacionais. Investidores corrigiram os exageros da véspera no câmbio e nos juros dos Treasuries, quando o receio de um aperto monetário mais agressivo do Fed orientou os negócios.
- Segunda-feira (17): +0,24% a R$ 5,5266
- Terça-feira (18): +0,61% a R$ 5,5603
- Quarta-feira (19): -1,70% a 5,4659
- Semana: -0,85%
Cenário
Em indicadores, a agenda é esvaziada, com destaque para o IPC-Fipe, inflação da cidade de São Paulo, que subiu 0,59% na segunda leitura de janeiro.
O Monitor do PIB, da FGV, registrou alta de 1,8% na atividade econômica do mês de novembro, em comparação com outubro. Já no comparativo no trimestre móvel findo em novembro, em comparação com o findo em agosto, houve queda de 0,3%. Na comparação interanual o levantamento apontou aumento de 2,2% no e 1,3% no trimestre móvel findo em novembro.
Na frente da pandemia, segundo especialista ouvido pelo jornal O Globo, se no Brasil a variante ômicron tiver comportamento semelhante ao ocorrido em demais países, o pico de infecções deve ocorrer em duas ou três semanas, para depois apresentar queda.
Nos Estados Unidos, aumentam as apostas de que o Fed promova um aumento de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros em março.
Até aqui, o mercado acreditava que seria de 0,25 p.p. Também a quantidade de aumentos para 2022 está sendo revista: de “três ou quatro” para cinco, como já apontam alguns analistas.
Isto porque os rendimentos dos treasuries sobem, com o título de 10 anos se aproximando cada vez mais de 2%.
Paralelamente, a inflação é pressionada pela alta do petróleo, que amplia seu rali depois de um ataque a um oleoduto que liga o Iraque à Turquia.
No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 5,4% em dezembro na comparação anual, resultado mais alto em 24 anos. A expectativa era por 5,2%.
Já na Alemanha, a inflação ao consumidor anual bateu 5,3%, mas em linha com o que aguardava o mercado.