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Desemprego sobe a 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro

Desemprego sobe a 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro

A taxa de desocupação (11,6%) no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2020 cresceu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2019 (11,2%) indicando 479 pessoas fora do mercado formal de trabalho, e caiu 0,8 ponto percentual frente ao mesmo trimestre do ano anterior (12,4%).

O levantamento é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e faz parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada esta manhã (31).

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Significa dizer que a população desocupada (12,3 milhões de pessoas) teve aumento de 4,0% (479 mil pessoas a mais) em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 5,4% (711 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Já a população ocupada (93,7milhões) mostrou redução de 0,7% em relação ao trimestre anterior (706 mil pessoas a menos). Em relação ao mesmo trimestre do ano interior, houve alta de 2,0% (mais 1,8 milhão de pessoas).

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Informalidade

A taxa de informalidade atingiu 40,6% da população ocupada, representando um contingente de 38,0 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, essa taxa havia sido 41,1% e no mesmo trimestre do ano anterior, 40,7%.

O levantamento mostra ainda que a população fora da força de trabalho (65,9 milhões de pessoas) chegou ao seu maior nível na série histórica, iniciada em 2012, com alta de 1,3% (mais 815 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho (23,5%) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior (23,3%) e teve redução de -1,1 p.p. em relação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (24,6%).

A população subutilizada (26,8 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior (26,6 milhões) e caiu -3,6% (menos 998 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

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Desalentados

Conforme a pesquisa, a população desalentada (4,7 milhões) ficou estatisticamente estável em ambas as comparações, assim como o percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 33,6 milhões, ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e cresceu 2,0% (mais 646 mil pessoas) contra o mesmo trimestre de 2019.

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado (11,6 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e cresceu 5,1% ou mais 569 mil pessoas) comparado ao mesmo trimestre de 2019.

Por conta própria

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,5 milhões de pessoas e ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior. Já em relação ao mesmo período de 2019, houve alta de 3,2% (mais 766 mil pessoas).

O rendimento médio real habitual (R$ 2.375) no trimestre móvel terminado em fevereiro cresceu nas duas comparações: 1,8% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2019 e 3,9% relação ao mesmo trimestre de 2019.

A massa de rendimento real habitual (R$ 217,6 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 6,2% (ou mais R$ 12,7 bilhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

Tá, e aí?

Estrategista-chefe do banco Modalmais, Felipe Sichel afirma que em vista desse cenário, os investidores devem buscar a proteção de seus ativos, com alocações mais seguras.

Isso porque “esta divulgação [PNAD] ainda não contempla o real impacto da crise do Covid-19. Seu efeito será visto a partir da próxima divulgação, com os dados de março.”

Na parte dos rendimentos, ressalta, esse resultado de hoje implica em recuo da taxa interanual pelo terceiro mês seguido, atingindo patamar agora negativo.

“Ainda assim, graças ao crescimento da população ocupada, a taxa de crescimento da massa de rendimentos tem se mantido relativamente constante, em torno de 2,5%”, disse.

altos-e-baixos

Porém, faz uma ressalva: “ante a expectativa de contração do PIB, se espera aumento da taxa de desemprego para pelo menos 15%, sendo que os riscos estão claramente para cima.”

E concluiu: “toda estimação perde em precisão ante as poucas referências de sudden-stop [parada repentina nos fluxos de capital] na economia para auxiliar a modelagem.”