O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,3 bilhões em julho, ante déficit de R$ 81,1 bilhões em julho de 2020. A expectativa do mercado era por leitura de déficit de R$ 13,4 bilhões.
No Governo Central e nas empresas estatais houve déficits primários de R$ 16,8 bilhões e R$ 786 milhões, respectivamente, e nos governos regionais, superávit de R$ 7,3 bilhões.
No acumulado no ano, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 15,5 bilhões, ante déficit de R$ 483,8 bilhões no mesmo período de 2020.
Nos últimos doze meses, o déficit primário do setor público consolidado atingiu R$ 234,7 bilhões (2,89 % do PIB), mantendo a trajetória de redução observada no ano.

Reprodução/Banco Central
Dívida bruta atinge 83,98% do PIB
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu R$ 6.797,9 bilhões em julho, equivalente a 83,8% do PIB, redução de 0,1 p.p. do PIB em relação a junho.
Essa evolução decorreu, principalmente, do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.), das emissões líquidas de dívida (aumento de 0,2 p.p.), e da incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.).
No ano, a redução de 5,0 p.p. na relação DBGG/PIB decorre do crescimento do PIB nominal (redução de 7,3 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,7 p.p.), da valorização cambial acumulada (redução de 0,1 p.p.) e da incorporação de juros nominais (aumento de 3,0 p.p.).
Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu R$ 4.893,3 bilhões (60,3% do PIB) em julho, redução de 0,5 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos do crescimento do PIB nominal (redução de 0,7 p.p.), da desvalorização cambial de 2,4% no mês (redução de 0,4 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.) e do déficit primário (aumento de 0,1 p.p.).
No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 2,4 p.p., evolução decorrente do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 5,1 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 2,3 p.p.), da valorização cambial acumulada de 1,4% (aumento de 0,2 p.p.), e do déficit primário (aumento de 0,2 p.p.).