O aguardado corte de 0,25% nos EUA foi anunciado, mas novamente o discurso de Powell abrangeu todas e nenhuma possibilidade ao mesmo tempo.
Mercado Europeu
Além da expectativa sobre o FED, as bolsas europeias foram movimentadas também aguardando o pronunciamento das autoridades do Ministério de Defesa Saudita.
No meio do dia, as autoridades sauditas mostraram os destroços dos misseis que atingiram os campos de petróleo, mostrando o envolvimento do Irã no ataque. E com isto, declararam que o ataque foi “inquestionavelmente” apoiado pelo Irã.
Entre dados macroeconômicos, foi divulgado a inflação do Reino Unido, que desacelerou e tocou o menor nível desde 2016. O índice de preços ao consumidor teve variação anual de 1,7%, abaixo do 1,8% esperado.
A Eurostat confirmou inflação na zona do euro de 1% em agosto, em relação ao mesmo período do ano anterior. O nível foi o mais baixo em quase 3 anos.
O fechamento foi misto.
Alemanha | DAX [+0,14%]
Londres | FTSE 100 [-0,09%]
França | CAC 40 [+0,09%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [+0,19%]
Itália | FTSE MIB [+0,67%]
EUR/USD [-0,39%] | € 1,1028
Bolsas Norte-americanas
Nesta manhã, Trump disse no Twitter que instruiu o secretário do tesouro a elevar substancialmente as sanções contra o Irã. Também destacou que os EUA estão melhor do que nunca, após atingir independência energética.
Durante a tarde os tuítes foram direcionados ao FED, em que ele atacou novamente o Banco Central após o corte da taxa de juros, e ao Irã, anunciando que em até 48 horas serão detalhadas as sanções e respostas aos ataques à Aramco.
Entre os dados econômicos, foi divulgado hoje a construção de novas casas, que atingiu máxima de 12 anos. Foram 1,36 milhão de unidades, acima do 1,25 milhão esperado.
Um problema nos EUA que ganhou destaque nessa semana, foi a demanda dos bancos americanos por liquidez, que superou a oferta do FED de US$ 75 bilhões, e atingiu US$ 80,5 bilhões. E uma nova operação do FED de NY não acalmou o mercado de overnight, que voltou a ter taxas pressionadas.
O destaque ficou para a divulgação da política monetária e o discurso de Jerome Powell, que anunciou o corte esperado pelo mercado. Segue abaixo os principais pontos abordados na ATA:
- FED anuncia corte de 25 pontos base na taxa de juros, conforme esperado. Novo intervalo da taxa é 1,75%-2,00%;
- FOMC reitera que agirá apropriadamente caso expansão econômica nos EUA mostre arrefecimento, e que incertezas na economia dos EUA continuam desde reunião passada;
- Dois membros do FOMC votaram contra a decisão de cortar a taxa;
- A taxa para operações compromissadas é reduzida em 30 pontos-base, para 1,70%, e taxa de IOER (juros sobre excesso de reservas) também é reduzida de 2,10% para 1,80%. Sete membros do FOMC veem Fed founds abaixo de 1,625% de 2019 até 2022.
- Fed também reitera discurso de alta sólida no emprego nos EUA. Mantém estimativa de taxa neutra em 2,5%.
Já no discurso de Jerome Powell, logo após a divulgação da Ata, os principais pontos abordados foram os seguintes:
- Powell diz que FED está determinado a tomar a melhor decisão possível. Menciona a desaceleração global, o Brexit e guerra comercial como fontes de incerteza e menos investimentos nos EUA;
- Ele reitera que o mercado de trabalho continua sólido, e deve permanecer assim pelos próximos meses, mas atividade fabril mostra fraqueza;
- Pressões inflacionárias permanecem mudas, mas espera que inflação atinja meta de longo prazo de 2,00%;
- O aperto de liquidez ocorrido nesta semana não tem impacto sobre a condução da política monetária e econômica, e a fonte do aperto de liquidez foi pressão sazonal por pagamentos de impostos e alta emissão de Treasuries. Garantiu que o FED oferecerá suficiente liquidez para resolver aperto;
- Powell diz que fraqueza maior da economia requererá cortes, mas que decisão por mais cortes será baseada em dados, como sempre foi feito, monitorando ativamente reunião por reunião, e a trajetória parece não ser muito clara no momento;
- Powell vê momento atual como “era de divergências sobre o cenário” no FOMC, e reitera que cenário não parece claro;
- Fed deve continuar analisando tamanho do balanço da autarquia nos próximos dias, e vê geopolítica complexa gerando mais incerteza nos próximos 3 meses;
- Situação atual requer ajuste gradual dos juros nos EUA. FED não vê recessão, nem prognostica nenhuma, reiterando que dados e curva de juros serão olhados detalhadamente;Por fim, diz que não responderá comentários de Trump, e reforça que Federal Reserve toma suas decisões baseado em fatos.
Dow Jones 30 [+0,14%] | 27.147 pontos
S&P 500 [+0,03%] | 3.006 pontos
Nasdaq [-0,11%] | 8.177 pontos
VIX [-4,09%]
Commodities
O estoque semanal de petróleo (DoE) dos EUA avançou 1,058 milhões de barris, contrariando previsão de queda de 2,7 milhões. O preço da commodity será influenciado pelos próximos passos da tensão no Oriente Médio.
Após a divulgação da ata do FED e do discurso de Powell, os futuros do petróleo não apresentaram volatilidade significativa.
A referência norte-americana, o WTI fechou em baixa de 1,80%, a US$ 58,04. No mesmo sentido seguiu a referência britânica, o Brent fechou em baixa de 1,47%, a US$ 63,60.
O ouro fechou em leve alta de 0,15%, a US$ 1.515,80.
A bolsa brasileira
No calendário brasileiro ainda será divulgada a ata da reunião do Copom com a decisão da política monetária. Os mercados sofreram volatilidade com o FED, mas o mais afetado foi o dólar, que renovou máximas após o discurso de Powell.
O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,08%, a 104.531 pontos. O índice chegou a atingir mínima de 103.684 pontos e máxima de 104.761 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 19,6 bilhões.
O dólar apresentou stress frente o real, e fechou em alta de 0,65% a R$ 4,10.
O Banco Central cortou a taxa Selic para 5,50% conforme expectativa. Veja abaixo os principais pontos do anuncio:
- Decisão de juros foi Unânime. Copom diz que vê retomada gradual da economia;
- Trajetória futura da Selic depende de dados, balanço de riscos e projeções de inflação;
- Copom diz que corte da Selic de hoje não restringe próxima decisão, e que consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo;
- Para o Copom, o cenário externo está mais favorável pela perspectiva de cortes de juros no exterior, mas há incertezas. As medidas subjacentes de inflação estão em patamares confortáveis e riscos com reforma ganham intensidade com deterioração do cenário externo para emergentes.
As ações que lideram as altas dentro do índice Bovespa:
Cielo (CIEL3) R$ 8,96 | [9,00%]
Brasken (BRKM5) R$ 31,54 | [3,48%]
B2W Digital (BTOW3) R$ 44,90 | [3,43%]
CVC Brasil (CVCB3) R$ 52,85 | [3,42%]
BTG Banco (BPAC11) R$ 56,83 | [2,49%]
As ações que lideram as baixas dentro do índice Bovespa:
Mrv (MRVE3) R$ 18,22 | [-2,31%]
Siderúrgica Nacional (CSNA3) R$ 14,33 | [-2,25%]
Intermédica (GNDI3) R$ 54,56 | [-2,13%]
Raia Drogasil (RADL3) R$ 92,16 | [-2,03%]
Eletrobras (ELET3) R$ 43,60 | [-1,96%]
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