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Criptomoedas: uma tendência em alta no mercado brasileiro

Criptomoedas: uma tendência em alta no mercado brasileiro

Dois novos fundos ETFs de criptomoedas fizeram sua estreia na bolsa de valores do Brasil, dando mais opções aos investidores

Dois novos fundos ETFs de criptomoedas fizeram sua estreia na bolsa de valores. Isto significa mais opções de investimentos em ativos virtuais para os investidores brasileiros.

Entre eles, o primeiro ETF que replica o preço do ethereum seguindo o índice CME CF Ether Reference Rate.

O ticker QETH11, da gestora QR Asset Management do grupo QR Capital, oferece uma opção de investir no segundo maior ativo digital do mercado.

O outro ETF de criptoativos é o da gestora Hashdex. Chamado de Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price Fundo de Índice, ele passa a ser negociado com o ticker BITH11.

Tudo indica que o mercado de criptomoedas tem uma horizonte de expansão grande no Brasil e na América Latina.

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Prova disso é um levantamento feito pela Comscore. O estudo faz uma radiografia sobre as plataformas de câmbio (exchange) de criptomoeda na América Latina e no Brasil e registrou o peso crescente desses ativos no diálogo financeiro global e nas redes sociais.

Criptomoedas: mesmo com queda, bitcoin é apontado como melhor investimento

Durante abril de 2021, na América Latina as principais redes sociais do mundo registraram 95 mil menções em relação às exchanges: mais de 90% foram realizadas pelo Twitter e representam um incremento de 30% em comparação ao mês anterior.

Segundo Eduardo Carneiro, diretor geral, o interesse pelas criptomoedas é consequência da nova revolução tecnológica e econômica que trouxe o conceito do blockchain.

A tecnologia garante um controle descentralizado e livre de intermediações, possibilitando também a redução de custos e de tempo nas transações em comparação com outros sistemas de investimentos.

No Brasil, mesmo com queda de 41% no segundo trimestre, o bitcoin foi apontado como o melhor investimento no País no semestre. A criptomoeda foi o único ativo a superar o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que subiu 15% no primeiro semestre.

Na análise da Comscore, os investimentos digitais a partir do panorama da América Latina revelam que a maioria dos países da região apresentou tendências ascendentes na subcategoria de investimentos em relação a alcance.

Os destaques vão para Colômbia e Argentina, países que registram um crescimento de mais de 100% em investimentos digitais entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021.

Volatilidade

Porém, como todo investimento, as criptomoedas também guardam seus riscos. No final de 2020, quando o bitcoin era cotado na casa dos US$ 20 mil, a projeção dos especialistas era de que a moeda digital chegasse a US$ 60 mil.

A forte alta já era aguardada porque o ano de 2020 foi de halving, o processo que ocorre a cada quatro anos e que se reduz pela metade o número de bitcoins em circulação.

halving acontece para garantir que a moeda digital não ultrapasse os 21 milhões de unidades estipulado desde sua criação, o que garante o caráter escasso do ativo.

Neste ano, o bitcoin seguiu sua escalada de alta e bateu o recorde de US$ 64 mil em abril, depois que o CEO da Tesla, Elon Musk, se mostrou um entusiasta da moeda e afirmou que passaria a aceitar bitcoins nas vendas de seus carros elétricos.

No entanto, em maio, a criptomoeda despencou pela metade. Uma sequência de fatos explica o tombo.

Primeiro, Musk voltou atrás e afirmou que a Tesla (TSLA34) não aceitaria mais a criptomoeda na compra de veículos.

O empresário alegou que estava desistindo das criptomoedas porque elas seriam muito danosas ao meio-ambiente.

Segundo ele, o chamado processo de “mineração” computacional dos bitcoins exige máquinas de alta potência e consumo excessivo de energia.

Para completar, bancos e empresas da indústria de pagamentos da China emitiram um comunicado ao longo da semana, alertando as instituições financeiras a não aceitarem bitcoins nas negociações, pelo risco elevado da moeda.

Como investir?

Para quem pretende se aventurar no investimentos nas moedas virtuais, na bolsa brasileira, além das duas estreantes, existem outros dois ETFs (Exchange Traded Funds) que investem em criptomoedas: o HASH11 e o QBTC11. Veja como cada um deles funciona.

HASH11

Lançado em abril de 2021, o HASH11 é hoje o segundo maior ETF da bolsa brasileira. Nesse sentido, o fundo tem como referência o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice que busca representar as principais criptomoedas do mercado.

Atualmente, o NCI é formado por oito criptomoedas: bitcoin, ethereum, litecoin, bitcoin cash, chainlink, uniswap, filecoin e stellar. Nesse sentido, a participação mais expressiva no fundo fica por conta do bitcoin, que representa mais de 60% do índice.

A cada três meses, é feito um rebalanceamento do índice. Isso significa que, periodicamente, novas criptomoedas podem entrar, ao passo que outras poderão deixar de compor o NCI.

O HASH11 é um ETF de ETFs. Ou seja, ele investe em criptomoedas por meio de cotas de outro fundo, o HDEX.BH (Hashdex Nasdaq Crypto Index). Por sua vez, o HDEX.BH é um fundo listado na Bermuda Stock Exchange (Ilhas Cayman).

Perfil do HASH11

O HASH11 tem como gestora a Hashdex e é administrado pela Genial Investimentos. Em relação aos custos, possui taxa de administração de 1,3%, já considerando o fundo de índice-alvo.

Atualmente, o HASH11 possui um patrimônio superior a R$ 1,5 bilhão, distribuído entre cerca de 118 mil cotistas.

QBTC11

Diferentemente do HASH11, que investe em várias criptomoedas, o único ativo-alvo do QBTC11 é o bitcoin. Esse ETF foi lançado na B3 em junho de 2021, e é o segundo ETF de bitcoin do mundo, depois do QBTCC, do Canadá.

O QBTC11 tem lastro em bitcoins físicos, armazenados em custodiantes. O objetivo desse ETF é replicar o índice da CME CF Bitcoin Reference Rate.  Já o índice é negociado pelo Chicago Mercantile Exchange Group, a maior bolsa de derivativos do mundo.

Perfil do QBTC11

O QBTC11 tem a gestão da QR Capital e o seu coordenador líder é o BTG Pactual. Quanto aos custos, é cobrada taxa de administração de 0,75%, e não há taxa de performance.

O fundo é destinado ao público em geral. Em 16 de julho, o patrimônio líquido do QBTC11 era de R$ 118,2 milhões.