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Copom: Banco Central deve reduzir taxa Selic a 2% na reunião desta quarta-feira

Copom: Banco Central deve reduzir taxa Selic a 2% na reunião desta quarta-feira

A aposta de que a taxa básica de juros (Selic) chega a 2% está consolidada pelo mercado. A dúvida que ainda resta é se esta será a última redução do ano.

A aposta de que a taxa básica de juros (Selic) chega nesta quarta-feira (5) a 2% está consolidada pelo mercado. A análise predominante é de que, com a inflação abaixo da meta do governo (4%) e a necessidade de estimular o consumo, o cenário para o novo corte está formado. A dúvida que ainda resta é se esta será a última redução do ano. Ou se ainda pode haver mais espaço para cortes.

A definição sobre a taxa de juros sai após às 18h, quando termina a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). O encontro começou na terça (4).

O Copom se reúne de 45 em 45 dias e, deste encontro é que saem as definições sobre política monetária.

Na ata da última reunião do comitê, ficou implícito que um “último corte residual” era possível. Atualmente, a Selic encontra-se em 2,25%, sua mínima histórica. Em agosto de 2016, a taxa básica registrava alta de 14,25%. Mas já chegou a 45%, em março de 1999.

De acordo com levantamento do Broadcast, de 50 casas consultadas, 43 (86%) esperam pela redução da Selic a 2%. E apenas 7 acreditam na manutenção da taxa.

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Maioria das apostas é de provável último corte

Para o BB Investimentos, o corte de 0,25 ponto porcentual aguardado para hoje tem respaldo nas condições atuais da economia. Na análise do banco, o país ainda sofre com os efeitos das medidas de isolamento social para contenção da pandemia de coronavírus. No entanto, este deve ser o último corte da Selic.

“Vale destacar que o Copom afirmou, em sua última ata, que poderia realizar um novo corte residual no caso de consolidação do cenário benigno para a inflação futura. Desta forma, entendemos que este seria o fim do ciclo de cortes dos juros, que devem permanecer fixados na mínima histórica até meados do segundo semestre do ano que vem”, avalia o relatório. Até lá, diz o banco, o BC deve iniciar, de forma gradual, o processo de normalização monetária.

Para o BB, houve redução da pressão negativa para a trajetória da inflação. E os dados econômicos demonstram que o consumo se aproxima de patamares não muito distantes do período pré-pandemia. Isto pode fazer com que a demanda agregada seja superior ao estimado.

Além disso, há uma percepção de prolongamento da duração da pandemia. O que pode levar ao aumento da poupança das famílias, reduzindo o consumo e a produção. Soma-se a isso o risco de frustração com a agenda de reformas.

O UBS também aposta no corte de 0,25 ponto porcentual como o último do ano. “Existe a possibilidade de este ser o último corte de taxa em um ciclo longo que começou no final de 2016”, diz em relatório. Para o banco, a inflação está baixa e segue nesta tendência até o final do ano.

Comportamento da taxa Selic

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Evolução da Selic – Fonte: Banco Central

Anbima também prevê corte residual

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também prevê a provável queda da Selic como a última.

“O atual balanço de riscos inflacionários e a manutenção da ociosidade da economia devem estimular um novo corte”, afirmou Fernando Honorato, coordenador do Grupo Consultivo Macroeconômico da Anbima.

“Para as próximas reuniões, nossa expectativa é de manutenção desse patamar, a depender da evolução da pandemia no país e de seus efeitos na atividade”, disse.

Focus indica Selic a 2%

O Boletim Focus, publicado toda segunda-feira pelo BC com as projeções das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país, já projeta há cinco semanas a Selic a 2%. Para o final de 2021, a previsão é que a Selic esteja em 3% ao ano. Em 2022, 5%. E, 2023, 6%.

O que é a taxa Selic?

A Selic, taxa básica de juros, é aquela utilizada como referência para todas as outras taxas praticadas no mercado. Ao fazer um empréstimo no banco, um financiamento habitacional ou comprar um título do Tesouro Direto, a Selic sempre está lá.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato. O que incentiva a produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Ao contrário, quando o Copom aumenta a taxa, o objetivo é conter a demanda. Isto causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.