Café
Home
Notícias
Educação Financeira
Confisco da poupança: veja se você pode ter direito a reposição

Confisco da poupança: veja se você pode ter direito a reposição

Cerca de 400 mil processos ainda tramitam na Justiça, com 140 mil titulares falecidos cujos herdeiros nem sempre foram comunicados.

Cerca de 400 mil pessoas que tinham dinheiro em conta quando houve o confisco da poupança no governo de Fernando Collor de Mello, em 1990, podem ter direito a uma reposição por meio de ações judiciais já em tramitação em todo o país.

Segundo cálculo da Frente Brasileira pelos Poupadores, entre essas 400 mil pessoas, 140 mil são herdeiros, ou seja, pessoas que têm valores a receber de parentes falecidos, e talvez até não tenham conhecimento desses processos.

Para descobrir se você pode ter dinheiro dessa época a receber, é preciso consultar o site do Tribunal de Justiça do Estado onde o processo foi iniciado, se a pessoa era correntista no Banco do Brasil ou em bancos privados. No caso de dinheiro na Caixa Econômica Federal, a consulta deve ser feita na Justiça Federal.

Leia também: Você pode ter dinheiro esquecido e não sabe

Se o titular tiver falecido durante o processo, os direitos passam para os herdeiros e inventariantes, que podem ser o cônjuge, filhos, pais e parentes colaterais de até 4º grau.

Publicidade
Publicidade

Depois de constatar que é herdeira em um processo, a pessoa deve procurar o advogado para ingressar como parte legítima na ação judicial. A Frente Brasileira pelos Poupadores aponta, ainda, que as ações na Justiça devem ter sido abertas até o fim de 2017.

Confisco da poupança: o que aconteceu

Em 16 de março de 1990, um dia depois de tomar posse, o ex-presidente implementou um plano econômico de combate à inflação que fez um empréstimo compulsório de todos os valores acima de 50 mil cruzados novos, a moeda da época, o equivalente a R$ 12,7 mil em valores de hoje, pela correção do IPCA acumulado no período.

E, embora o nome “confisco da poupança” tenha ficado famoso, na verdade o congelamento dos valores incluiu também contas correntes e outras aplicações. O valor total foi estimado em cerca de US$ 100 bilhões, o equivalente a 30% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil naquele ano.

O dinheiro ficou congelado em 18 meses e devolvido posteriormente em 18 parcelas. Os processos que tramitam na Justiça questionam a rentabilidade desse período em que o dinheiro ficou preso, alegando que os bancos não cumpriram os valores de reajuste prometidos pelo governo na hora da devolução.

Um acordo firmado com a Frente Brasileira pelos Poupadores pelo STF (Supremo Tribunal Federal), com participação da Febraban (Federação dos Bancos Brasileiros) e da AGU (Advocacia-Geral da União), estabelecer a meta de resolver todos esses processos até junho de 2025.

  • Depois de ler sobre o confisco da poupança e saber se você pode ter algum dinheiro a receber, aproveite para conhecer nossa Agenda de Dividendos: veja as melhores ações para comprar e obter renda passiva durante o ano todo.