O índice de confiança do consumidor recuou nos Estados Unidos em março, de 85,3 pontos para 79,7 pontos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Universidade de Michigan.
A queda de 11,9 pontos foi maior do que a mediana projetada pelos analistas. Eles contavam com um resultado de 85,3 pontos.
Este foi o quarto maior declínio em um mês em quase meio século, segundo aponta o relatório. Em 2008, durante a crise do subprime, o indicador chegou a ter uma redução de 12,7 pontos. Na recessão de 1980 e durante o furacão Katrina, em 2005, o índice também teve baixas. De 12,2 pontos em ambos os casos.
A análise da Universidade de Michigan ressalta que, tanto em 1980 quanto 2008, a queda de confiança do consumidor provocou recessões longas e profundas. O declínio do Katrina foi revertido em três meses.
Confiança do consumidor: medidas para evitar recessão prolongada
“Após variações sem tendência em fevereiro, o índice registrou quedas acentuadas em março. Se o Índice de Opinião do Consumidor se estabilizar em sua média mais recente de sete dias, implicaria um declínio adicional de quase 18,2 pontos do índice em abril, o que equivaleria a um declínio recorde de 30,1 pontos em dois meses”, afirma a instituição.
E completa: “A estabilização da confiança no nível final do mês será difícil, devido ao aumento do desemprego e à queda da renda das famílias. A extensão de quedas adicionais em abril dependerá do sucesso na redução da propagação do vírus. E da rapidez com que as famílias recebem fundos para aliviar suas dificuldades financeiras”.
Para evitar uma recessão prolongada, as políticas econômicas devem se adaptar rapidamente, e reorganizar prioridades de gastos, recomendam os pesquisadores.