O Banco BTG Pactual (BPAC11) espera que o momentum de resultados da CBA (CBAV3) melhore significativamente no 4T21 em diante, à medida que os hedges estratégicos da empresa começam a desaparecer e os custos de energia são reduzidos. O banco não vê nenhuma razão fundamental para a CBA estar negociando com um desconto maior em relação aos pares, e espera que essa diferença diminua nos próximos trimestres.
No futuro, o banco continua a ver a indústria de alumínio entrando em déficit, principalmente derivado de uma equação desafiadora do lado da oferta na China e da melhora da demanda, que deve sustentar os preços em níveis elevados.
Dessa forma, BTG reitera compra em CBA, com as ações negociadas a 3,3x EV/Ebitda 22, desconto injustificado de 30-50% aos pares. O banco elevou preço-alvo elevado para R$ 25.
Valuation atrativo
Desde seu IPO, a CBA teve desempenho abaixo da maioria de seus pares globais, o que BTG considera injustificado do ponto de vista dos fundamentos (ações de menor liquidez estão sob pressão no Brasil; elevado nível de resgates de fundos). A ação tem o valuation mais barato entre os produtores integrados de alumínio, atualmente a 3,3x EV/Ebitda 22, um desconto não merecido de 30-50% em relação aos pares.
BTG acredita que uma reprecificação ocorrerá à medida que a empresa gradualmente cumprir suas promessas e o momento operacional melhorar à frente. Em uma base de marcação a mercado, considerando os preços do alumínio em US$ 3.000/t e câmbio em R$ 5,60/US$, enxerga a CBA sendo negociada a 2,6x EV/EBITDA, e entregando 20% (ex-crescimento) de free cashflow yield.
Compre pelo ciclo, tema de descarbonização e valorização, diz BTG
O BTG destaca que a CBA é um dos poucos ativos de alumínio totalmente integrados globalmente. A empresa está na extremidade inferior da curva de custos e se diferencia por utilizar 100% de fontes renováveis de energia em seu processo produtivo – pronta para capitalizar a tendência futura de descarbonização global. Esta é uma das temáticas mais interessantes sob a cobertura, com uma indústria após anos de excesso de oferta e baixos retornos se tornando muito mais saudável estruturalmente.






