O Banco Central divulgou na tarde desta sexta-feira (4) que a caderneta de poupança registrou captação líquida em novembro, de R$ 1,5 bilhão, pelo nono mês seguido. Resultado de depósitos da ordem de R$ 297,4 bilhões, e de retiradas de R$ 295,9 bilhões.
Embora tenha seguido no azul, diante dos estímulos financeiros para minimizar os impactos da pandemia, o montante ficou bem abaixo dos R$ 7 bilhões observados em outubro e representa a menor entrada líquida para o mês desde 2018.
Recorde do BC
A caderneta tem captação líquida de R$ 145,7 bilhões no acumulado de 2020 – recorde para o período de toda a série histórica do BC, iniciada em 1995 –, e caminha para o quarto ano consecutivo de resultado positivo. O valor acumulado até novembro supera, inclusive, o registrado nos anos fechados anteriores.
Com o desempenho do mês passado, o saldo total aplicado na caderneta de poupança soma agora R$ 1,013 trilhão.
Retorno menor
Apesar do ano recorde em captações para a caderneta, o retorno oferecido pela aplicação está cada vez menor diante dos juros baixos.
Isso porque, com a taxa Selic a 2% ao ano, a poupança passa a render apenas 1,4%, perdendo para demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação.
Em novembro, a poupança rendeu 0,12%, ante variação de 0,15% do CDI, o principal referencial das aplicações de renda fixa.
No ano, o retorno da caderneta chega a 1,99% (ante 2,59% do CDI) e, em 12 meses, a 2,29%, enquanto o CDI tem variação de 2,97%.
Maior variação no IPCA-15
Com relação à inflação, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) subiu 0,81% em novembro – a maior variação para um mês de novembro desde 2015.
No ano, o índice acumula alta de 3,13%, e de 4,22% em 12 meses.
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