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BTG (BPAC11) inicia cobertura de Mosaico (MOSI3) com recomendação de compra

BTG (BPAC11) inicia cobertura de Mosaico (MOSI3) com recomendação de compra

O BTG (BPAC11) começou a cobertura da plataforma de originação de vendas e conteúdo de e-commerce Mosaico (MOSI3) com recomendação de compra para o ativo.

O BTG (BPAC11) começou a cobertura da plataforma de originação de vendas e conteúdo de e-commerce Mosaico (MOSI3) com recomendação de compra para o ativo. O preço-alvo é de R$ 34.

Segundo os analistas, o viés positivo é apoiado em quatro pilares:

  • Exposição ao crescimento secular do e-commerce do Brasil, fornecendo tráfego (ativo crucial no mundo de hoje) para os principais participantes do mercado;
  • Amplo sortimento de oferta (+32 milhões) e tráfego qualificado (23 milhões de contas de usuários), com produção de conteúdo independente e alto ROI para os clientes;
  • A Mosaico tem modelo de negócios leve em ativos altamente lucrativos e geradores de caixa;
  • Oportunidades valiosas a serem exploradas com lançamento da plataforma de cashback (que adiciona R$ 6/ação, representando 17% do preço-alvo), novas categorias a oferecer e mais conteúdo.

Penetração maciça entre varejistas

Por meio de três marcas, Zoom, Buscapé e Bondfaro (a última do final da década de 1990), a Mosaico oferece aos consumidores uma ferramenta de assistência de compras que inclui conteúdo especializado e independente e uma funcionalidade de comparação de preços, enquanto oferece aos clientes (principais players do e-commerce brasileiro) tráfego para suas plataformas.

Segundo o BTG, as três marcas tiveram + 78 milhões de visitas nos 9 meses de 2020 (30 milhões de visitantes únicos) e +32 milhões de ofertas, com acordos com +500 varejistas.

O modelo é baseado, principalmente, na geração de leads e remuneração baseada em pagamento por clique para a Mosaico (mais de R$ 4 bilhões de GMV gerados para clientes em 2020).

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Enquanto isso, a Mosaico revelou recentemente planos para lançar uma plataforma de cashback no curto prazo, aproveitando seus acordos com varejistas e seu enorme tráfego e sistema de pagamentos.

Após florescer desde 2010, o marketing de afiliados continua sendo uma das estratégias mais populares para impulsionar as vendas e gerar renda passiva, diz o BTG.

“Mas há uma mudança do marketing de afiliados focado em cupons para um canal de marketing mais sério, mostrado pela maior % de comissões ganhas por profissionais de marketing de afiliados de conteúdo e provedores de cashback, agora usados por grandes anunciantes que buscam crescer mais rápido”.

Em 2020, a publicidade digital no Google, Facebook e Alibaba ultrapassou os gastos com mídia tradicional, uma mudança histórica de participação de mercado acelerada pela Covid.

“Após aumentos de capital bem-sucedidos desde 2019, os principais players de e-commerce do Brasil têm balanços mais sólidos para investir mais no crescimento do GMV, com foco em estratégias de aquisição de clientes (especialmente por meio de marketing digital) e favorecendo modelos de negócios como a Mosaico”, diz o BTG.

Riscos do negócio da Mosaico

Mas o BTG diz que não pode ignorar os riscos da maior parte do tráfego da Mosaico ainda dependendo de pesquisas pagas (~60%), potencial consolidação do e-commerce no Brasil (= maior participação de tráfego orgânico para grandes players) e o estágio inicial da plataforma de cashback.

“Mas vemos a empresa bem posicionada para se beneficiar dos maiores investimentos dos players de e-commerce na aquisição de clientes, enquanto a oferta de cashback aumenta sua proposta de valor”, destacam os analistas.

Por fim, assumindo um CAGR de vendas de 2020-25 de 51%, o valuation ainda oferece um bom potencial de valorização, diz o BTG.