Os resultados do primeiro trimestre da Sabesp (SBSP3) foram “neutros”, segundo avaliação do BTG Pactual (BPAC11).
A Sabesp anunciou os resultados do primeiro trimestre em linha com as projeções.
A receita líquida reportada (custos ex-construção) ficou em R$ 3,654 bilhões, em linha com a estimativa de R$ 3,666 bilhões.
O EBITDA relatado atingiu R$ 1,639 bilhão, 3% acima das estimativas de R$ 1,593 bilhão.
Os volumes subiram 2,5% a/a, ligeiramente melhores do que a expectativa do BTG de + 2,0%.
As despesas de PMSO permaneceram estáveis a/a, com despesas de terceiros aumentando 19% a/a (substituições de calçadas, medição de água e manutenção da rede), compensado por menores custos com pessoal (-8% a/a).
As despesas tiveram resultados ruins com dívidas caindo 23% em relação ao 1T20.
O lucro líquido atingiu R$ 497 milhões, abaixo da expectativa do BTG de R$ 606 milhões.
Por que a Sabesp não segue o exemplo do RJ?
Recentemente, a Sabesp divulgou fato relevante informando que tinha opção de adesão ao consórcio vencedor liderado por Iguá, responsável pela conquista do bloco 2 do leilão da Cedae, mas a Sabesp acabou desistindo e decidiu não participar.
Na opinião do BTG uma empresa estatal como a Sabesp não deveria investir fora de sua área de concessão, o que apenas aumentaria a percepção de risco na alocação de capital.
Com tantas melhorias a serem feitas dentro de sua área de concessão (onde o tratamento de água e captação ainda estão atrasados), não faz sentido alocar capital fora de seu área eleitoral, diz o BTG.
“Acreditamos que a Sabesp deve replicar o modelo de muito sucesso implementado no Rio para a privatização da Cedae. É uma grande oportunidade de fornecer melhores serviços de saneamento para a população enquanto arrecadam dinheiro para o estado e municípios”, afirmam os analistas.
Assim, a recomendação é de compra até R$ 56.






