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BTG (BPAC11): Rede D’or (RDOR3) tem um dos movimentos pós-IPO mais estratégicos

BTG (BPAC11): Rede D’or (RDOR3) tem um dos movimentos pós-IPO mais estratégicos

A Rede D’or (RDOR3) tem realizado um dos movimentos pós-IPO mais estratégicos da bolsa, afirma o BTG Pactual (BPAC11).

A Rede D’Or publicou fato relevante informando que sua diretoria aprovou uma oferta voluntária de aquisição da Alliar, uma das principais fornecedoras de exames laboratoriais do Brasil com valor de mercado de R$ 1,12 bilhão.

A oferta pública foi fixada em R$ 11,5/ação, valor de 21,8% para o preço de fechamento da última sexta-feira e um prêmio de 12,6% para a média de 30 dias de preço das ações da AALR.

Pelo preço proposto, o leilão totalizará R$ 1,36 bilhão, apenas 1% da capitalização de mercado da Rede D’or e 9% de sua posição de caixa no final do segundo trimestre.

Ativo altamente estratégico para a Rede D’or

Com uma receita esperada de R$ 1,16 bilhão em 2022 e EBITDA de R$ 278 milhões (de acordo com previsões oficiais da Alliar), este é um ativo estratégico para a Rede D’or.

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“Estimamos o negócio em 7,5x EV/EBITDA 2022, que consideramos muito atraente para o ecossistema da Rede D’or. Com +100 unidades no Brasil e muitas marcas, as duas marcas carro-chefe da Alliar devem ser particularmente importantes e estratégicas para Rede D’or: CDB (em São Paulo, com boa exposição a exames de análises clínicas) e Delfin (na Bahia)”, diz a o BTG.

Após a aquisição em 2018 do Laboratório Richet no Rio, a Rede D’or agora dá um passo fundamental em sua estratégia de construção de um completo ecossistema projetado para capturar todas as reivindicações médicas, incluindo não apenas serviços hospitalares mas também diagnósticos, tratamentos oncológicos, serviços de atenção primária, etc.

Acordo de acionistas da Alliar acabou de expirar

Na quinta-feira, a Alliar divulgou fato relevante informando que o acordo de acionistas entre a Patria (empresa de private equity) e os sócios fundadores do CDB (principal marca da Alliar) foi cancelado.

Esses acionistas formaram o bloco de controle da Alliar com uma participação acionária de 56% (Patria 25% + fundadores do CDB com 31%) desde 2016.

“Como escrevemos na semana passada sobre a Alliar, acreditamos que o fim do acordo de acionistas pode estar ligado a um potencial desinvestimento. O preço inicialmente proposto pela Rede D’or deve ser o preço final desta oferta pública, pois não vemos espaço para mais negociações”, diz o BTG.

Competição deve se intensificar em diagnósticos

As ações da Alliar devem disparar em direção ao preço da oferta pública. Desde o seu IPO, enfrentou um monte de desafios, principalmente relacionados à concorrência e difíceis negociações com as operadoras de HC (não é por acaso que a ação agora está abaixo do preço do IPO).

“Mas, ao explorar o ecossistema da Rede D’or, e um forte histórico na integração de ativos, estes desafios devem ser superados”, diz o BTG.

As implicações de mercado incluem a competição mais intensa com Fleury (principalmente devido aos contratos RDOR-FLRY) e, em menor escala, com Dasa (cuja grande rede de laboratórios costumava ser uma vantagem competitiva).

12 aquisições em 12 meses

Após o IPO, o BTG defende que esse movimento fazia muito sentido para Rede D’or, então dá as boas-vindas ao anúncio.

“Reiteramos nossa compra em Rede D’or, pois oferece uma atrativa combinação de impulso de ganhos (os resultados do segundo trimestre foram prova disso), forte atividade de M&A (a mudança de hoje é a 12ª fusões e aquisição nos últimos 12 meses) e uma avaliação atraente, com perspectivas robustas de crescimento de lucros (1,4x PEG 22-25)”, diz o BTG.

Assim, o preço teto é de R$ 90.