O BTG Pactual (BPAC11) manteve sua posição de neutralidade após a publicação dos resultados do quarto trimestre do grupo Fleury (FLRY3). A instituição segue com a preservação de dados relacionados aos desafios da companhia, principalmente no que diz respeito ao cenário pandêmico.
De forma geral, mesmo com a receita líquida de R$ 1 bilhão, o grupo apresentou números considerados fracos, de acordo com as avaliações do banco. Os principais impactos se dão pela queda de 5,7% nos testes de covid-19, fora a piora de 50% na alavancagem operacional e 17% do ebitda.
Contudo, o principal ponto de atenção se dá aos desafios operacionais que podem afetar os lucros dos próximos trimestres e, por isso, o BTG recomenda a neutralidade sobre as ações da Fleury. Vale ressaltar que o preço alvo é de R$ 21,00, superior ao valor de R$ 16,90, fechado em 18 de março.
BTG (BPAC11): baixa expansão em Fleury e A+
Enquanto isso, no lado operacional, as marcas regionais e no Rio de Janeiro tiveram contração no SSS (Same Store Sales), fato que indica a recorrência de atendimentos nas unidades, com queda de 8,5% e 9,4% respectivamente. Com isso, o indicador consolidado apresentou uma queda de 1,6%, compensado pelo crescimento das marcas Fleury (1%) e A+ (6%).
Entretanto, o destaque ficou pelo crescimento orgânico do capex (investimento em expansão e modernização) de 146% a/a, com projetos de modernização de unidades e aquisição de equipamentos.
Investimentos em telemedicina
Por fim, o banco apontou o crescimento de participação das novas iniciativas da companhia, que investe na modernização dos atendimentos médicos (telemedicina), análise clínica em casa e genômica. Por exemplo, o serviço Saúde ID representou 11% das consultas feitas pela Fleury, o que equivale a 164 mil consultas.
Mesmo com números crescentes das novas iniciativas e a manutenção da receita após o ciclo pandêmico, o banco ainda observa uma contínua deterioração nas margens ebitda e Lucro líquido. Tais pontos levantam dúvidas sobre se o afastamento gradual do negócio mais rentável da companhia (medicina diagnóstica da marca Fleury), manterá sua lucratividade histórica.





