O BTG Pactual (BPAC11) revisitou os números para Méliuz (CASH3) após o recente follow-on e as fusões de aquisições. Assim, alterou o preço-teto para o ativo para R$ 60.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (25), o BTG informou que a revisão da análise incorpora: i) o recente follow on; ii) a aquisição da Acesso, assumindo será aprovada no final do quarto trimestre; e iii) os resultados do segundo trimestre de 2021, publicados em 16 de agosto.
“Também levamos em consideração os comentários recentes da gestão. No geral, estamos reiterando nossa visão positiva e avaliação de compra para Méliuz”, diz o BTG, que elevou de R$ 40 para R$ 60 o preço-teto.
Dado o grande rali pós-follow-on e as altas expectativas, o BTG diz que é justo afirmar que os números do segundo trimestre foram desapontadores.
“A transição de um mercado de cashback ‘puro’ para um ecossistema mais completo, que inclui financiamento embutido na experiência de compra, provavelmente não será uma linha reta para o sucesso. Mas ainda acreditamos que pode ser transformador e a empresa está no caminho certo”, diz o BTG.
Ação volta a R$ 40 após rali do follow-on
As ações da Méliuz caíram 40% em agosto, o que à primeira vista pode indicar que algo parece errado. Mas, segundo o BTG, está tudo certo.
“Méliuz abriu o capital a R$ 10/ação em novembro do ano passado, e a ação já subiu quase 170% no acumulado do ano. Quando o follow-on foi sinalizado como uma possibilidade, estava na casa dos R$ 40. Em seguida, subiu nas semanas seguintes para R$ 57 em 14 de julho. Em 26 de julho, atingiu um pico incrível de R$ 74/ ação. No entanto, a combinação de vendas no Brasil, principalmente de alguns nomes de tecnologia, em tese mais impactados pela alta das taxas de juros do longo prazo fez com que a ação voltasse aos baixos R$ 40”, diz o BTG.
Os resultados do segundo trimestre foram um pouco aquém das expectativas também, mas nada realmente mudou na empresa em relação há um mês, afirmam os analistas.
Trimestre mais fraco para Méliuz
Apesar do crescimento impressionante no número de clientes ativos, o marketplace GMV de Méliuz no Brasil ficou aquém de consenso, crescendo “apenas” 8% t/t e 83% a/a.
“A Méliuz afirma que ainda está conhecendo esses novos clientes e sinaliza que muitos estão comprando itens de menor valor, o que também impactou a taxa de take”.
Os serviços financeiros também registraram desaceleração, com a empresa indicando que pretende migrar de uma parceria de marca compartilhada com o Banco Pan ao seu próprio cartão de crédito, que o BTG espera que seja lançado em janeiro do próximo ano, juntamente com um aplicativo totalmente novo.
Fusões e aquisições promissoras
A Méliuz vem expandindo suas operações por meio de fusões e aquisições e contratando ótimos funcionários ultimamente, dizem os analistas do BTG.
“Considerando que o grupo chegou onde chegou (no IPO) com “apenas” R$ 30 milhões em investimentos e uma pequena equipe de 140 profissionais, o que pode conseguir agora com muito mais capital e uma equipe maior e melhor?”, questiona o BTG.
Por fim, os analistas dizem que fazer o valuation de Méliuz não é uma tarefa fácil, mas com a ação em volta de R$ 40, os analistas acreditam que o risco-recompensa agora é enviesado para cima novamente.
“A equipe é brilhante, jovem e apaixonada, e acreditamos que a empresa tem uma grande base de clientes pronta para se engajar mais”.