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BTG (BPAC11): Light (LIGT3) tem resultados no 2TRI21 decepcionantes

BTG (BPAC11): Light (LIGT3) tem resultados no 2TRI21 decepcionantes

A Light (LIGT3) reportou resultados no 2TRI21 decepcionantes segundo análise do BTG (BPAC11).

As perdas de energia tiveram uma melhora muito pequena quando comparadas ao 1T20, enquanto o segmento de geração foi impactado por compras de energia devido ao atual cenário hidrológico deficiente.

Pelo lado positivo, a empresa fez um ótimo trabalho no controle de custos, diz o BTG.

O ajuste consolidado EBITDA (ex-VNR) atingiu R$ 270 milhões, uma queda de 7% para a projeção do BTG.

O segmento de distribuição entregou EBITDA de R$ 99 milhões (vs. R$ 105 milhões do BTG), enquanto o segmento de geração + comercialização teve EBITDA reportado de R$ 179 milhões (vs. R$ 186 milhões do BTG).

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O lucro líquido totalizou R$ 3,2 milhões, impactado por uma maior taxa de CDI (68% da dívida da Light é denominada em CDI) e pelo MtM de swaps de dívida denominados em dólares da Light.

Apenas uma pequena melhoria nas perdas de energia

Os volumes de energia aumentaram 5,8% a/a. Os números estavam de acordo com as estimativas, mas mostrou uma recuperação muito mais lenta, principalmente atribuída a uma recuperação mais fraca por clientes comerciais menores.

As perdas de energia (ex-REN) caíram apenas 44bps vs. 1T21, atingindo 27,75% no trimestre.

Surpreendentemente, as perdas de energia aumentaram nas chamadas áreas convencionais e diminuíram nas áreas de maior risco (provavelmente devido à reclassificação dessas áreas).

A Light alocou mais capex, em uma base anual, para iniciativas de recuperação de energia.

Resultados de geração mais fracos, impulsionados por hidrologia pobre

Do lado da geração, a Light teve que comprar mais energia para enfrentar o cenário hidrológico desafiador no 2S21.

Atualmente, possui 16% da energia disponível para 2021 e 28% para 2022. De acordo com as expectativas do mercado, a Light parece ter plenamente reduziu sua exposição ao GSF no ano, mas o fez adquirindo energia em um preço médio de R$ 275/MWh.

Recomendação de compra para Light

O BTG acredita que a Light possui todas as ferramentas para resolver seus problemas de concessão.

Tem uma boa equipe de gestão, uma base de acionistas muito forte e agora é uma empresa de corporação totalmente privada. “A questão aqui é: o RJ pode ser corrigido? Se a resposta for sim, a pergunta é: quão rápido pode ser consertado?”, questiona o BTG.

Por fim, a recomendação é de compra para Light até R$ 20.