Os resultados do segundo trimestre de 2021 da Iguatemi (IGTA3) foram fortes, apesar dos impactos dos bloqueios (principalmente em abril, quando os shoppings foram parcialmente fechados), diz o BTG Pactual (BPAC11) em relatório.
A receita líquida atingiu R$ 170 milhões (+ 6% a/a; 6% abaixo da projeção), enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 109 milhões (-5% a/a; 6% abaixo da projeção), com uma margem decente de 64%.
O FFO foi de R$ 0,47/ação (-2% a/a; 6% abaixo do BTG) e o lucro líquido foi de fortes R$ 278 milhões, impulsionado pela marcação a mercado do Iguatemi em investimento na Infracommerce (que fez IPO recentemente).
SSS caiu 15% vs. 2T19, mas SSR já aumentou 3%
Em abril, o portfólio da Iguatemi foi bastante impactado por bloqueios, mas em maio/junho as vendas de shoppings atingiram ~ 96% dos níveis anteriores à Covid.
No 2T21, SSS caiu 15% vs. 2T19 (devido a lockdowns), mas a Iguatemi já cresceu SSR 3% vs. 2T19 (mostrando alguma resiliência).
O destaque positivo foi a inadimplência, já que a Iguatemi conseguiu arrecadar um lote de aluguéis devidos. O destaque negativo foi a taxa de vacância, que atingiu 9,9% no 2T21 (+ 350bps a/a).
Resultados sólidos e classificação de compra
O BTG acredita que os resultados da Iguatemi reforçam que a recuperação dos shoppings é uma realidade (uma vez que os shoppings reabram, as vendas estão voltando aos níveis anteriores à Covid mais rápido do que o esperado – que já aconteceu em maio/junho no caso do Iguatemi).
Com a aceleração do ritmo de vacinação no Brasil, o BTG espera que as restrições sejam amenizadas (todos os shoppings ainda têm algum tipo de restrição) e as vendas se recuperem ainda mais.
Com as ações sendo negociadas a 15x P/FFO 2022E, o BTG reafirma a classificação de compra. Assim, o preço alvo é de R$ 51.